mesmo que o meu poema fique inacabado.
Escuto as vozes do Vento,
mesmo quando as luzes estão apagadas
e ninguém sabe que estou ali.
Pinto cores no Vento,
dou-lhe formas abstractas,
quando me abraça o desespero.
Nunca lhe grito,
porque o Vento uiva mais alto que a dor.
A dor que quero esquecer,
tenho que esquecer,
não sei como esquecer.
Talvez o Vento saiba.
Ou talvez não,
por a dor ser minha.
Foto de autor desconhecido
7 comentários:
Nunca há ponto final, nem para a dor nem para o vento, são constantes reticências. E ponto final. :)
Gostei muito, Marta!
Beijo :)
Ver o vento não está ao alcance de todos. Muito menos pintar cores no vento fugidio, onde as formas abstractas muitas vezes têm os contornos do desespero... mas o vento sabe sempre como fazer esquecer as dores!
Marta
Ainda que o poema ficasse inacabado, não deixaria de estar à tua altura de óptima poetisa.
Beijos
boa noite!
perfeitamente inacabado!
um abraço!
por vezes só nos sabemos da nossa dor...
um beij
Que bom seria, que o Vento levasse com ele toda a nossa dor...
Um beijito.
Se tem Fé, Acredite porque sonhos se faz a vida...
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