domingo, 8 de janeiro de 2012

PAIXÃO - PARTE II

Posso falar sempre do Vento,
deixar que, nas memórias do tempo,
enterre as minhas.
Mas o sabor da tua pele,
a clareza do teu desejo,
completam os momentos da tua ausência.
Fico prisioneira da minha própria paixão,
escondo a cara como se tivesse vergonha...
Vergonha porquê?
E de quê?
Nunca de te amar.....
 

Foto de Jim Zuckerman

6 comentários:

AC disse...

Marta,
Paixão é fogo de artifício. Amor é encostar, sem receio, a cabeça no peito do outro e sentir que não estamos sós.

Beijo :)

Sofá Amarelo disse...

É impossível ter vergonha de amar, porque amar é a própria essência da vida, e não há Vento que leve os desejos e o sabor da pele. E é bom ser prisioneiro das memórias do tempo, sem vergonha da paixão!

Álvaro Lins disse...

Amar é o ar que se respira; por isso não há que ter vergonha:)!
Belo como sempre
Bjo

Daniel Costa disse...

Marta

Porque desafar com o vento? Ele varre as palavras e não saberá ler os pensamentos!
Beijos

© Piedade Araújo Sol disse...

mais um belo trabalho.

e nunca devemos ter vergonha de amar.

um beij

AnaMar (pseudónimo) disse...

vergonha, só de não amar. belo poema