quinta-feira, 7 de abril de 2011

COMO

Ninguém precisa de saber

Como deixei que
o caos em mim se infiltrasse...


Como a paixão vive à flor da pele,
e me sinto febril,
insensata...


Como se tivesse voltado
à adolescência
e redescobrisse os sentidos...


Como os desejos são absurdamente banais
mas muito mais intensos,
ousados...


E, nos quais,
eu rejubilo....


Foto de R de Rien, "Espera" (Olhares)

8 comentários:

A. Jorge disse...

Concordo inteiramente! Belo poema!

Beijos

Jorge

http://escarniosmaldizeres.blogspot.com/

AC disse...

Marta,
Dá gosto ler a forma como "expele" os seus comos...

Beijo :)

JPD disse...

Um estado assim de tão veemente benquerença é uma pérola.
Bjs

Secreta disse...

Ninguém precisa saber...
shiuuuu...
:)
Beijito.

Daniel Costa disse...

Marta

A efevercência da adolencência nunca se devia apagar em nós. Uma dose de insensatez devemos acarinhar.
Beijos

Sofá Amarelo disse...

Como, quando, porquê, onde, o quê? São as questões fundamentais da Vida e que tu conseguiste infiltrar na paixão que vive à flor da pele quando os desejos são absurdamente banais, de normais que são, pois aquilo que é intenso e ousado nunca ser ser escondido mas sim partilhado!

Nilson Barcelli disse...

O amor torna as pessoas adolescentes...
Excelente poema. Gostei imenso.
Querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijos.

AC disse...

Marta,
Voltei aqui e li e reli...
Um prazer imenso embarcar nas suas palavras!

Beijo :)