
Perdoa-me.
Se fiz orelhas moucas às tuas palavras encantadas,
se virei as costas ao desejo mudo do teu beijo,
se me isolei algures numa torre de marfim.
Nem eu própria sei onde quero ir,
o que quero fazer.
Não quero sonhar - tenho medo "deles".
"De quem, querida? Quem são "eles"?"
Perguntas-me,
e a única nota que retenho,
na minha mente, tão cansada, tão só,
é o abraço em que me deixas adormecer.
Foto de Graça Loureiro, "Reaching Out" (Olhares)
Textos protegidos pelo IGAC - Cópias, totais e/ou parciais, proibidas
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6 comentários:
Há algo que confirmo a cada passo: há coisas que a memória retém com mais força, coisas que gostaríamos de conservar num tempo infinito, coisas que se renovassem sempre que quiséssemos... depois algo bate à porta e leva-nos deste sonho tranquilo e mostra-nos uma face que nem nós próprios conseguimos controlar... esse tempo, esse algo são ... "eles"...
Olá Marta
É sempre difícil encontrar um rumo.
Mas não deixes de o procurar!
Bjs fica bem
josé
Marta
Poema é interessante, mostra as dúvidas, os que receios que por vezes nos assolam: "Quem são eles?"
Beijos
Daniel
Reter apenas o que nos faz bem, deveria ser sempre assim.
Beijito.
Poema triste, mas muito íntimo e, possivelmente, retirado do baú das tuas memórias.
Acho que estás perdoada, querida amiga, de tão sinceras que soam as tuas palavras.
Beijos.
e tanto gostei deste teu poema, marta!
beijos
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