quinta-feira, 16 de junho de 2016

MAIS UM CASO DO INSPECTOR LEANDRO



Agora que (re)descobri o prazer de ler livros policiais....

Aqui fica um "cheirinho" do conto policial que estou a escrever...

Como ainda não o terminei, aceito sugestões quanto ao crime...

"
O inspector Leandro não entendia a razão das pessoas escolherem alcunhas como “Mad” Bastos, “Red” Zé ou “Top” Ventura.
Mas ali estava ele, naquele bar deserto ainda com vestígios da loucura da noite, sentado em frente de um segurança conhecido como “Mad” Joe.
“ Mad, hem? Pavio curto é? “ perguntou irónico, mas o segurança esboçou um sorriso e comentou:
“ Não, chefe. Sou muito calmo! O meu físico impõe respeito!” e riu-se.
Leandro sorriu e concordou com ele. Devia ter mais de um metro e noventa de altura e devia passar horas no ginásio para ter aqueles músculos.
“ Conte-me o que aconteceu ontem à noite. Quem é este...” parou um momento para consultar o bloco que tinha aberto à frente dele “ DJ Macabro?”
“ É o responsável pela música às quintas-feiras. Escolhe umas músicas estranhas, chama-lhes “magie noire” e o pessoal fica louco. Gritam, dançam e ontem até tive que expulsar uns 4 ou 5, porque umas raparigas queixaram-se que as estavam a assediar...”
“ Isso é habitual?” interrompeu Leandro e o “Mad” Joe encolheu os ombros, continuando:
“ Acontece, não vou negar, mas o ambiente é diferente nos outros dias. Mais calmo, mais familiar. Bem, a música começou por volta das 23 horas; durou cerca de hora e meia e vi-o tomar uma bebida com um grupo... Entretanto, chamaram-me e fui lá para fora vigiar a porta de entrada. O bar fechou às cinco da manhã, com os atrasados só às cinco e meia é que tranquei a porta. “
“ Certo! Além de si, quem ficou cá?” perguntou o inspector.
“ O barman, Russo e a gerente, Margarida. O Russo estava a preparar as Máquinas de Lavar e a Margarida estava no escritório a fechar a caixa, penso eu. Fiz uma ronda pelas instalações, recuperei copos (as pessoas deixam-nos nos lugares mais incríveis), verifiquei as casas de banho e os vestiários. E foi aí que descobri o corpo. Avisei logo a Margarida e ela chamou a polícia.” 
Calou-se e endireitou-se na cadeira, olhando Leandro nos olhos. "

Continua

1 comentário:

Graça Pires disse...

Muito bem contado, Marta. Não sei dar sugestões, mas sei que os policiais se tornam um vício...
Beijo grande.