quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O REINO - PARTE III




Sinto-me só... 
Tão só que, às vezes não consigo falar e chamam-me arrogante...
Não sabem nada sobre mim... Nem sobre as Montanhas Mágicas onde fica o meu Reino... Onde ainda vive o meu Pai, o guardião das memórias da minha Mãe.
Também sinto a falta dela, mas nunca o confessei... Nem mesmo ao meu Pai...
E amanhã há uma nova batalha... Para vingar uma traição de um rei ambicioso...
Não peço nada a Deus e sei que poderei não sobreviver... 
Mas não penso nisso agora...
Porque o hoje ainda me pertence e canto baixinho velhas canções de infância...



====

Continuação da minha história "O Reino" (ver posts anteriores)


5 comentários:

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Simultaneamente belo, triste e arrojado!

Gostei muito!

Daniel Costa disse...

Marta, como poetisa de mérito, isso reflete-se em histórias, visto deixas transparecer bastante a poética das palavras.

Olha, gostaria muito te ter a comentar, o meu blog, BRASIL: O SORRISO DE DEUS, que se vai encaminhar para ser história pós cabralina do Brasil.
http://amornaguerra.blogspot.pt/

Beijos

helia disse...

Tantas vezes que nos sentimos só! Mas é preciso não desanimar e nunca perder a esperança !

Sofá Amarelo disse...

E o fundamental é conseguir ainda cantar as velhas canções da infância, porque são elas e as sensações que nos fazem voar sobre as montanhas mágicas e... sobreviver!

Graça Pires disse...

"Porque o hoje ainda me pertence e canto baixinho velhas canções de infância..." Gostei tanto, Marta.
Um beijo.