domingo, 24 de janeiro de 2016

O REINO - PARTE II



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Porque é isso o que sou: um velho triste, sem futuro, sem tempo...
Ás vezes, chamo por ela e sinto que me responde. Paro, olho em volto e vejo-a. Se é a memória a pregar-me uma partida, que seja...
Ela foi o amor da minha vida e nada mais tenho a dizer...

II Parte

Sou um príncipe sem reino, sem rumo. Um aventureiro, dizem uns; outros, chamam-me mercenário. Não tenho lealdades; combato por quem pode pagar o meu preço...

Talvez um dia possa voltar ao meu Reino, reconstruí-lo, sorrir e ver os outros sorrir. Ou não; a vida é tão frágil, o Mundo tão exigente que posso perder a vida, aqui, num sítio que não conheço, que não quero conhecer...


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Continuação da minha história "O Reino"...
Aguardo as vossas sugestões...

4 comentários:

Graça Pires disse...

Voltar ao reino. Ser rei dos que precisam do amor e da coragem...
Há-de ser uma excelente história, Marta.
Um beijo.

Paixão Lima disse...

Nada mais triste que um Rei sem Reino. Será que temos a capacidade de alterar a realidade? Esta não passa, no fundo, de uma ilusão vivida ou de uma filha desnaturada que renega o sonho?

Sofá Amarelo disse...

Eis a prova daquilo que mais frágil a Vida tem: a própria Vida! E a Vida é tão frágil para um Rei ou para um aventureiro, é tão frágil para um velho triste ou até nas memórias da Vida...

heretico disse...

gosto de "Principes" ser reino - livres! e anti-heróis assumidos.

uma bela história que se anuncia...

beijo