domingo, 16 de dezembro de 2012

CIÚMES




Empresta-me as palavras
As minhas?
Estão escondidas nas brumas,
negam a dor aberta pelo tempo...
O tempo em que existo
           Sem ti
Divaga nas palavras

que me restam,
mesmo que banais e sofridas....
Tenho saudades de ti
Tenho ciúmes do tempo
            em que não és meu...
E, depois
           arrependo-me do tempo
em que não pensei em ti

e que as palavras
(as minhas)
acariciavam...




FOTO DE ARMENE “WEB II”

5 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

Marta

palavras tão belas e ternas.

gostei muito.

bom domingo

beijo

Paixão Lima disse...

Poema que diz tudo, sem dizer...
«O tempo em que existo sem ti»
...«Tenho saudades do ti
Tenho ciumes do tempo
Em que não és meu»
«arrependo-me do tempo em que não pensei em ti»
O tempo perece constituir um problema. Parece ser o inimigo, outras vezes explica muita coisa. É imptrevisível e indefinido, como a nuvem que passa. Uma vez o tempo é bom, outras é mau. Como tudo na vida.
Quanto aos ciúmes, é sempre de admitir uma não-razão para os ter...
Gostei do seu Poema, embora o considere profundamente triste e amargurado.

Sofá Amarelo disse...

Ir às brumas buscar palavras emprestadas e depois com elas divagar devagar no que resta da saudade no tempo das carícias no ciúme das palavras...

Daniel Costa disse...

Marta

Como diz a canção brasileira, "ciúmes é pura vaidade".
BOM NATAL!
Beijos

Nilson Barcelli disse...

O tempo é sempre escasso para os amantes...

Magnífico poema, gostei.

Marta, querida amiga, tem um bom fim de semana e um Bom Natal, extensivo aos que te são mais queridos.

Beijo.