As
minhas?
Estão
escondidas nas brumas,
negam
a dor aberta pelo tempo...
O
tempo em que existoSem ti
Divaga nas palavras
que
me restam,
mesmo
que banais e sofridas....
Tenho
saudades de ti
Tenho
ciúmes do tempo
em que não és meu...
E, depois
arrependo-me do tempo
em que não pensei em ti
e
que as palavras
(as
minhas)
acariciavam...
FOTO
DE ARMENE “WEB II”

5 comentários:
Marta
palavras tão belas e ternas.
gostei muito.
bom domingo
beijo
Poema que diz tudo, sem dizer...
«O tempo em que existo sem ti»
...«Tenho saudades do ti
Tenho ciumes do tempo
Em que não és meu»
«arrependo-me do tempo em que não pensei em ti»
O tempo perece constituir um problema. Parece ser o inimigo, outras vezes explica muita coisa. É imptrevisível e indefinido, como a nuvem que passa. Uma vez o tempo é bom, outras é mau. Como tudo na vida.
Quanto aos ciúmes, é sempre de admitir uma não-razão para os ter...
Gostei do seu Poema, embora o considere profundamente triste e amargurado.
Ir às brumas buscar palavras emprestadas e depois com elas divagar devagar no que resta da saudade no tempo das carícias no ciúme das palavras...
Marta
Como diz a canção brasileira, "ciúmes é pura vaidade".
BOM NATAL!
Beijos
O tempo é sempre escasso para os amantes...
Magnífico poema, gostei.
Marta, querida amiga, tem um bom fim de semana e um Bom Natal, extensivo aos que te são mais queridos.
Beijo.
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