sábado, 29 de dezembro de 2012

INSINUAÇÕES



Talvez hoje

               queira insinuar-me à tua pele

Confundir-te

               quando escorrego pelo teu corpo

Entontecer-te

               com os meus loucos desejos

Seduzir-te

              abelha no mel do meu desejo

Afogar-te

             na mata virgem do meu mar

Talvez hoje

            queira perder-me e encontrar

a vela erguida do teu mastro




Tela de Vicente Romero Redondo da Página "Open Art Group"

4 comentários:

Paixão Lima disse...

«Talvez hoje queira insinuar-me, confundir-te, entontecer-te, seduzir-te, afogar-te na mata virgem do meu mar...»
E diz mais:« talvez hoje queira perder-me e encontrar a vela erguida do teu mastro...»
Não pude impedir-me de sorrir. A poeta (há quem diga poetiza sem se referir, como é óbvio, à mulher do poeta), denota, «hoje», um sentido de humor surpreendente de mistura com muita perspicácia. O «talvez» pressupõe que não tem a certeza. Já o «hoje» funciona como limite temporal para as «insinuações» poderem ser legitimadas. É a velha história que «com um vestido preto eu nunca me comprometo».
As suas maravilhosas «insinuações» constituem um poema enigmático que muito me encantou. Eu adoro o enigma! Instigo-a, vivamente, a explorar o tema de levar a sorrir os assuntos mais sérios. Parabéns!

Nilson Barcelli disse...

Sensualidade à flor das palavras... e da pele...

Marta, querida amiga, desejo que tenhas um Feliz 2013.

Beijo.

Sofá Amarelo disse...

As insinuações são sempre sensuais e eróticas quando passam por confundir as peles, entontecer os corpos, seduzir e afogar nas matas virgens do desejo, pois de certeza que hoje é dia de perder para ... encontrar!

Beijinhos e um Bom Ano de 2013 :-)

Daniel Costa disse...

Marta

Curto poema de grante intesidade.
Feliz ano de 2013!...
Beijos