quinta-feira, 29 de setembro de 2011

VOZ DA NOITE

Não tenho a certeza de nada...
Apenas da sombra da noite
e da música clássica,
a tocar baixinho na sala....
Que deixei às escuras....
Para escrever nessa sombra,
que assombra a própria noite,
uma história de encantar....
Em que escute a minha voz,
e não a sinta perder-se em ti....
Num poema sem rima,
num lamento solitário,
que a música abafa,
pois hoje só ela tem voz....



Foto de Ben Heyes, "Almost Hidden"

8 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

um poema de amor bem ao teu estilo.

como sempre um bom trabalho.

beij

Sofá Amarelo disse...

A própria sombra da noite não nos deixa ter a certeza de nada... apenas a noção das transparências escritas nas sombras onde a música se torna clássica nos gestos impensados da voz que conta histórias de encantar, baixinho, nas sombras da noite solitária...

Daniel Costa disse...

Marta

Quem pode ter certezas? Nada como a noite e a música baixinho a fazer ambiente obliterar as incertezas!
Beijos

Paixão Lima disse...

A noite sem certezas na solidão do momento inquietante...
Olho para a escuridão e ouço o grito que não identifico...
A voz da noite seduz-me e tal como as sereias que tentaram o navegante Ulisses,
Sinto-me encantado na compreensão do incompreensível....

Nilson Barcelli disse...

As certezas estragam muitas coisas na vida...
Belíssimo poema, gostei imenso, como sempre.
Querida amiga Marta, tem um bom fim de semana.
Beijos.

Carmem L Vilanova disse...

A solidão ás vezes nos fala muito mais que um discurso, amiga... pois nela há o silêncio que somente a alma compreende...
beijos, flores e muitos sorrisos!

AC disse...

A matéria de que somos feitos carece de alimento, muitas vezes procurado no percorrer de várias encruzilhadas. E nem sempre a harmonia está ali à mão.

Beijo :)

tecas disse...

Querida Marta, não vejo os meus comentários.Não há certezas absolutas, mas há um belíssimo poema, na procura da harmonia e felicidade.
Bjito amigo e uma flor.