Apenas da sombra da noite
e da música clássica,
a tocar baixinho na sala....
Que deixei às escuras....
Para escrever nessa sombra,
que assombra a própria noite,
uma história de encantar....
Em que escute a minha voz,
e não a sinta perder-se em ti....
Num poema sem rima,
num lamento solitário,
que a música abafa,
pois hoje só ela tem voz....
Foto de Ben Heyes, "Almost Hidden"

8 comentários:
um poema de amor bem ao teu estilo.
como sempre um bom trabalho.
beij
A própria sombra da noite não nos deixa ter a certeza de nada... apenas a noção das transparências escritas nas sombras onde a música se torna clássica nos gestos impensados da voz que conta histórias de encantar, baixinho, nas sombras da noite solitária...
Marta
Quem pode ter certezas? Nada como a noite e a música baixinho a fazer ambiente obliterar as incertezas!
Beijos
A noite sem certezas na solidão do momento inquietante...
Olho para a escuridão e ouço o grito que não identifico...
A voz da noite seduz-me e tal como as sereias que tentaram o navegante Ulisses,
Sinto-me encantado na compreensão do incompreensível....
As certezas estragam muitas coisas na vida...
Belíssimo poema, gostei imenso, como sempre.
Querida amiga Marta, tem um bom fim de semana.
Beijos.
A solidão ás vezes nos fala muito mais que um discurso, amiga... pois nela há o silêncio que somente a alma compreende...
beijos, flores e muitos sorrisos!
A matéria de que somos feitos carece de alimento, muitas vezes procurado no percorrer de várias encruzilhadas. E nem sempre a harmonia está ali à mão.
Beijo :)
Querida Marta, não vejo os meus comentários.Não há certezas absolutas, mas há um belíssimo poema, na procura da harmonia e felicidade.
Bjito amigo e uma flor.
Enviar um comentário