Sente a tua impaciência,
oferece-te uma carícia.
Vê o teu olhar de desejo,
sorri-te...
Pressente a tua vontade
de o dominares
e afasta-se....
Provoco-te...
Volto a provocar-te,
deixando que me beijes
agora...
Gritando todo esse desejo,
revelando toda essa vontade
de existires em mim...
Foto de Ira Bordo

6 comentários:
Sente-se o jogo, a carícia...
Muito belo, Marta!
Beijo :)
«Não se pode ter paciência com quem quer que lhe façam o que não faz» (Camões).
Neste caso, é compreensível e justificada a impaciência...
Como sempre, interessante poema.
A vontade de existir passa pela impaciência com que o dedo indeciso deambula pelas carícias e pelos desejos do olhar, pressentindo a vontade de sorrir e sucumbindo à provocação dos gritos e dos beijos... na vontade de existir!
Esse teu dedo, para além de indeciso, faz magníficos poemas.
Gostei muito.
Querida amiga Marta, tem um bom fim de semana.
Beijos.
Linda amiga!
Estou feliz por estar de volta e rever pessoas que já são parte tão importante de minha vida, há tantos anos e que continuam aqui, oferecendo carinho e amizade.
Para você, minha querida, beijos, flores e meus eternos sorrisos!
Dedo que risca as vontades e anseios.
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