pesados como esta noite angustiada.
Destroça a minha alma,
o frio que volta a entrar pela frincha.
Não estou a sorrir, pois já nem sei como escrever.....
Perdi a vontade, o desejo,
o interesse pela vida
com que quebrava
a monotonia dos dias....
Nem mesmo o voo altivo das gaivotas
me faz sonhar....
Deixo que a solidão
me embrulhe novamente....
Volto a ter medo....
Até do frio.....
Foto de Nadezda Koldyshew

7 comentários:
Pode-se ter medo do frio mas é importante que nunca se deixe que a monotonia altere o voo altivo das gaivotas e que a solidão não entre pelas frinchas das janelas e volte a embrulhar os sonhos e os desejos!
Marta
Em vez de sonhos edificantes, surgiras pesadelos de que resultaria a angústia,
Beijos
Nas tuas palavras me revejo...
Há que fugir das noites de frio...
Ainda que algo sofrido, o teu poema é excelente.
Beijo, querida amiga.
um poema triste que denota um estado de espirito de um momento.
nao devemos deixar que o medo impere...nunca!
mas todos nós temos os nossos medos.
um beij
Passei para uma visita...
Espero que estejas bem.
Um beijito.
Os poetas têm os seus momentos depressivos, mas é nesses momentos que revelam o seu talento em todo o seu esplendor, como é o caso. Porque nada é definitivo, a seguir à noite angustiada vem o dia luminoso.
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