sábado, 6 de agosto de 2011

NOITE ANGUSTIADA

Caminho por entre os meus sonhos,
pesados como esta noite angustiada.
Destroça a minha alma,
o frio que volta a entrar pela frincha.
Não estou a sorrir, pois já nem sei como escrever.....
Perdi a vontade, o desejo,
o interesse pela vida
com que quebrava
a monotonia dos dias....
Nem mesmo o voo altivo das gaivotas
me faz sonhar....
Deixo que a solidão
me embrulhe novamente....
Volto a ter medo....
Até do frio.....




Foto de Nadezda Koldyshew

7 comentários:

Sofá Amarelo disse...

Pode-se ter medo do frio mas é importante que nunca se deixe que a monotonia altere o voo altivo das gaivotas e que a solidão não entre pelas frinchas das janelas e volte a embrulhar os sonhos e os desejos!

Daniel Costa disse...

Marta

Em vez de sonhos edificantes, surgiras pesadelos de que resultaria a angústia,
Beijos

Secreta disse...

Nas tuas palavras me revejo...

N. Barcelli disse...

Há que fugir das noites de frio...
Ainda que algo sofrido, o teu poema é excelente.
Beijo, querida amiga.

© Piedade Araújo Sol disse...

um poema triste que denota um estado de espirito de um momento.

nao devemos deixar que o medo impere...nunca!

mas todos nós temos os nossos medos.

um beij

Secreta disse...

Passei para uma visita...
Espero que estejas bem.
Um beijito.

Paixão Lima disse...

Os poetas têm os seus momentos depressivos, mas é nesses momentos que revelam o seu talento em todo o seu esplendor, como é o caso. Porque nada é definitivo, a seguir à noite angustiada vem o dia luminoso.