sexta-feira, 13 de agosto de 2010

DUELO



Qualquer palavra pode ser censurada,

torturada e depois, libertada.

Pode encher-se de revolta,

amargura ou tristeza.

Ou tornar-se tolerante, calmante

ou mesmo amante de ti.

Num duelo, num desafio

de emoções, de vontades,

em que ninguém ganha,

em que ninguém perde.

Fica, apenas, gravado.


Foto de Bruno Silva "Eternal" (Olhares)

Textos protegidos pelo IGAC - Cópias, totais e/ou proibidas

Texto já colocado no FACEBOOK -

continuação do jogo póetico do post anterior

7 comentários:

Secreta disse...

Um duelo sem vencedores nem vencidos...
Beijito.

Zélia Guardiano disse...

Lindo, Marta!
Sugeriu-me reflexão...
Gosto muito dos seus escritos( li vários) e deste seu espaço!
Virei sempre.
Abraço, preenchido de gratidão pela visita ao meu espaço...

Daniel Costa disse...

Marta

Se repararmos bem, as palvras com maim beleza são as que ninguém perde, ficam apenas gravadas.
Beijos

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Marta, bela fotografia e belo texto...Espectacular....
Quando alguém compreende que é contrário à sua dignidade de homem obedecer a leis injustas, nenhuma tirania pode escravizá-lo.

Autor: Mahatma Gandhi

Beijos

avlisjota disse...

Olá Marta

"Fica, apenas, gravado."
Sensual o teu jogo de palavras!

Gosto do teu novo template.

Bjs e boas férias

José

Nilson Barcelli disse...

Magnífico poema.
Parabéns pela tua inspiração poética.
Beijos.

Sofá Amarelo disse...

Qualquer palavra é o sintoma da revolta, da amargura ou da tristeza... mas também do amor, da alegria e da vontade... e mais vale gravar que perder ou ganhar...