domingo, 15 de agosto de 2010

AVELUDADO



Pedi-te
que me escrevesses uma carta de amor.
De palavras aveludadas e com beijos
escaldantes.
Como a areia onde me sento
e a leio.
Porque hoje recebi
um convite irrecusável do mar,
para que viesse
e lhe contasse as histórias do costume.

Mas que histórias são essas?
Se tudo o que sei são poemas,
que só tu sabes interpretar,
porque os escrevo
no aveludado
da tua pele?

Foto de Zemotion "Holly" (DeviantArt)
Já colocado no FACEBOOK

6 comentários:

alice disse...

e quando assim se escreve, é inapagável :) marta, vou ausentar-me por uns dias. regresso em setembro. deixo-te um grande beijinho.

Nilson Barcelli disse...

Excelente poema, querida amiga.
Gostei imenso.
Como também gostei do teu novo layout. Muito bonito.
Boa semana, beijos.

Chellot disse...

"Poemas escritos no aveludado da pele". Apaixonante.
Beijos doces.

Daniel Costa disse...

Marta

Também diria do poema: Aveludado, o mesmo para a ilustração. Achei muito bonito e interessate o conjunto.
Beijos

Sofá Amarelo disse...

Há poemas que só podem ser interpretados pelo destinatário, porque as palavras são de veludo quando escritas na pele macia das areias onde se senta o desejo...

avlisjota disse...

Muito aveludado o poema Marta!
E muito teu. O mar, esse, sempre conta histórias, uma aveludadas outras repletas de espinhos... mas sempre nos diz algo!

Bjs e boas férias!

José