
A perfeição pode ser monótona,
mas o teu cheiro continua descarado.
Sem limites, transcende-se,
não só pelo meu corpo,
pelo meu próprio cheiro,
pela minha alma também.
Recordo-o, tenho-o em mim
em momentos inesperados.
Até quando me olho ao espelho,
afasto o cabelo da testa, e
reparo em pormenor, como se
fosse a primeira vez,
no castanho dos meus olhos.
Foto de Graça Loureiro, "I looked at you" (Olhares)
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7 comentários:
gosto de lhe chamar a memória olfativa, que considero uma das mais importantes :) beijinho, marta.
Escreves coisas lindissimas...
Beijito.
O cheiro tem mais força do que se pensa... ele entranha-se no nariz e nos poros, espalha-se pela pele e quando chega à alma, aí sim, faz-nos descobrir coisas que muitas vezes desconhecíamos...
A lembrança do que acabou é tão forte ...
como se vivessemos em um segundo tudo de novoo
e é bom... quando a memória não nos trai
Lindo texto!
bjjs
Marta
Gostei do poema e meditei ma sua essência, no pendamento. Por mim tenho mesmo o perfeitinho como monótono, mas a procura incessante da perfeição não será, embora isto possa parecer paradoxal.
Beijos
Daniel
Palavras aromáticas :)... sempre um prazer ler-te.
Beijo de carinho, Marta, e boa semana.
fica-nos quase tudo nos poros e nos interstícios da memória.
abraço
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