
Não sei porquê.
Olhei para as palmas das minhas mãos,
e desejei que alguém me lesse o destino.
Me falasse abertamente de tudo
o que te quero confessar
e não consigo.
Esta paixão atrevida,
este amor louco,
escondido nas palmas das mãos.
Que tu beijas,
apertas contra ti,
e esperas.
Porque dizer "amo-te"
parece simples e doce.
Mas eu estou cheia de medo.
Foto de Pascal Renoux "Endormie"
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6 comentários:
O medo apodera-se de nós, quando o que sentimos é demasiado intenso e profundo.
Beijito.
Acho que deves perder o medo e declarar-te. Se calhar ele nem sabe dessa paixão...
Mas o poeta é um fingidor...
Belo poema minha amiga. Gostei.
Boa semana, beijos.
Nas palmas das mãos está não só o destino mas também a intuição, o desejo e o... atrevimento! Mas um atrevimento saudável onde as mãos falam e confessam momentos escondidos por entre os dedos...
já senti o mesmo, querida marta. e creio que voltarei a sentir. e espero que assim seja, porque afinal é bom sinal :) beijinhos*
sentir medo faz parte... do estar cheio!
um beijo, marta
Olá Marta
Belo o teu poema! Tão simples como o amor...
Bjs fica bem!
José
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