segunda-feira, 21 de junho de 2010

ATREVIDA



Não sei porquê.


Olhei para as palmas das minhas mãos,


e desejei que alguém me lesse o destino.


Me falasse abertamente de tudo


o que te quero confessar


e não consigo.


Esta paixão atrevida,


este amor louco,


escondido nas palmas das mãos.


Que tu beijas,


apertas contra ti,


e esperas.


Porque dizer "amo-te"


parece simples e doce.


Mas eu estou cheia de medo.


Foto de Pascal Renoux "Endormie"

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6 comentários:

Secreta disse...

O medo apodera-se de nós, quando o que sentimos é demasiado intenso e profundo.
Beijito.

Nilson Barcelli disse...

Acho que deves perder o medo e declarar-te. Se calhar ele nem sabe dessa paixão...
Mas o poeta é um fingidor...
Belo poema minha amiga. Gostei.
Boa semana, beijos.

Sofá Amarelo disse...

Nas palmas das mãos está não só o destino mas também a intuição, o desejo e o... atrevimento! Mas um atrevimento saudável onde as mãos falam e confessam momentos escondidos por entre os dedos...

alice disse...

já senti o mesmo, querida marta. e creio que voltarei a sentir. e espero que assim seja, porque afinal é bom sinal :) beijinhos*

pin gente disse...

sentir medo faz parte... do estar cheio!

um beijo, marta

avlisjota disse...

Olá Marta

Belo o teu poema! Tão simples como o amor...

Bjs fica bem!

José