quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

TODAS


Volto a falar de regras,

em quebrar regras,

todas as vezes que

deixo cair o lençol

e me vês nua.

Todas as vezes

que te aprisiono

entre as minhas pernas,

te envolvo

na minha pele.

Em que as minhas mãos

te arranham

suavemente

e sinto a tua boca

húmida

a apertar-me

docemente

o mamilo.

Afasto-me,

não o corpo,

apenas a cabeça

para ter a certeza

de que tenho toda a tua

atenção.

Depois,

volto a aprisionar-te

em mim.

Foto de Pascal Renoux
Textos protegidos pelo IGAC -
Cópias, totais ou parciais, proibidas

7 comentários:

As Chamas do Fénix disse...

Não há regras, não há tabus, são apenas 2 corpos, dois instintos, duas vontades, duas entregas, duas loucuras ... um orgasmo.

Uma grande chama para ti... beijos

Tempo disse...

Visiono a beleza desta cena tão bem descrita.

Bjs

Sofá Amarelo disse...

Claro que as regras são para quebrar... e a pele é para envolver por entre as mãos e a boca, e os lábios são para analisar todo o corpo, e os lençóis são para deixar ver todo o corpo nu... porque as regras não existem quando se aprisiona a alma através do toque...

Secreta disse...

E é assim , por vezes precisamos ter a certeza , confirmar ... e depois, depois... deixamo-nos levar , em pleno.

uminuto disse...

regras???
para quê quando o amor e o prazer falam mais alto?
um beijo

Graça disse...

Todas as regras... para a excepção...

Poema bem bonito, na sensualidade aprisionada pelas palavras.


Beijo, Marta, e boa semana.

Carmem L Vilanova disse...

Querida amiga,
O mês de fevereiro tem sido uma luta para mim, e o corre-corre não está me deixando vir aqui com a frequência desejada, mas quando tudo se normalizar no mês de março virei com a alegria costumeira a ler e ver todas as novidades por aqui.
Beijos, flores e muitos sorrisos... sempre!