sábado, 6 de fevereiro de 2010

NATURALMENTE





Acaricias-me a coxa.




Beijas-me o umbigo.




O teu cabelo




roça-me




o queixo




onde a minha mão




se refugia.




Estamos apenas abraçados.




Nem conversamos.




Não precisamos.




O que sabemos




um sobre o outro




o que queremos,




o que desejamos,




um do outro,




flui naturalmente.




Foto: by Marina Segura



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8 comentários:

legivel disse...

quando há cumplicidade
no amor ou no desejo
não precisamos pedir
«amor, dá-me cá um beijo!»

Beijos, sorrisos e bom resto de domingo.

JORDAS disse...

Como é bom esse fluir naturalmente, dos amantes que se entregam.
Feliz este teu poema.

Feliz samana!

uminuto disse...

a cumplicidade de um amor que não precisa de palavras para dizer o que deve ser dito...e sentido
um beijo

alice disse...

um bonito poema, marta. o amor devia ser sempre assim... também gostei muito de reler aqui o david mourão-ferreira. um grande beijinho.

Nilson Barcelli disse...

Marta, gostei imenso do teu poema.
Há momentos muito bonitos feitos apenas de conversa...
Querida amiga, boa semana.
Beijos.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Lindo! É de dois = Amor* Que belo poema, Marta!
Parabéns!

***

Partilho com vc, querida, o que me foi ofertado

*EU AMO TUDO O QUE FOI
Fernando Pessoa

Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.*

Feliz semana para vc sempre.
Beijos*******

Sofá Amarelo disse...

Nos caminhos da sedução as palavras ditas são dispensáveis... nos caminhos da sedução há muitas maneiras de dizer as palavras, e uma delas é falar com os abraços e o toque... e mais ainda a intuição...

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Marta belo poema...Espectacular....
Beijos