terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

CARÍCIA


Falemos hoje de exageros
e de versos incorrectos.
Poderá haver exageros,
atitudes incorrectas,
mas versos?
Só se for porque
quebram as regras?
Mas, amor,
o que são
regras?
Principalmente
quando se fala
em amar
e nos sentimos
como adolescentes,
com beijos
sempre pendentes,
e fantasias
inconfessáveis.
Sem nos esquecermos
da ternura do:
"Acaricia-me"
"Onde"
e do meu suspiro,
porque
a tua voz,
junto ao meu ouvido,
é já uma carícia





Foto de Hugo Macedo "Cold and Windy" (Olhares)

Textos protegidos pelo IGAC -

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7 comentários:

Secreta disse...

Caricia essa que provoca um prazer indiscritivel!

Jortas disse...

Que dizer dum verso
que se torna suspiro,
duma rima que se torna carícia
duma estrofe que se urde em sedução,
Dum poema que traduz do amor a consumação!

Adorei esse poema.
Lindo

Sandra disse...

É tão bom sermos acariciados. Massagea o nosso ego.
Um grande abraço
Sandra

Graça disse...

Tão naturais e belos estes teus poemas de momentos sedutores, sensuais, vividos no desejo.


Um beijo, Marta.

Sofá Amarelo disse...

Qualquer voz especial é já uma carícia, se for ao ouvido, a voz ganha outra dimensão, atinge outro êxtase e toca não só os sentidos como o mais profundo da alma.

Os beijos pendentes de quando somos adolescentes podem transformar-se em beijos reais quando sabemos quais os nossos ideias e não temos que impor regras a nós próprios - as regras só servem para tirar sabor à Vida e aos versos...

legivel disse...

Mas carece de perícia
não sejamos desajeitados
que bom fazer uma carícia*
no dia dos namorados.

*Ou muitas mais.

Beijos e sorrisos.

António Prates disse...

Palavras que folgam a pureza dos instintos aos olhos de uma Carícia inspiradora ou de um afago iluminado pela conivência dos versos... Parabéns!