segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

DESABA




Dizem que vai chover.



"E chuva grossa e violenta",



avisam.



Olho lá para fora



e parece estar tudo calmo.



Mentem?



Não sei; sinto-me inquieta,



com vontade



que algo aconteça,



que desassossegue



a lentidão das horas.



Vejo-te, meio adormecido,



com as mãos entrelaçadas





no peito.



Como se a noite





já tivesse terminado



e o silêncio fosse,





de facto,





bem-vindo.



Mas eu continuo acordada.



Atenta aos ruídos



e quando a chuva,





grossa,





violenta,



como diziam,





desaba,



desaba também





sobre mim.



E, má,





acordo-te...



Foto de Pascal Renoux "Hands"


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8 comentários:

Nilson Barcelli disse...

És mesmo mazinha... então acordas o teu "príncipe"...?
gostei do poema, querida amiga. Muito bom.
Boa semana, um beijo.

alice disse...

é tão bom quando os poemas chovem, querida marta :) beijinho grande*

Secreta disse...

AI ai que mázinha ... :D
Beijito.

uminuto disse...

e nesse acordar pode desabar a paixão, novamente
um beijo

FOTOS-SUSY disse...

OLA MARTA, BELISSIMO POEMA...GOSTEI MUITO...QUE TENHA UMA BOA SEMANA!!!
BEIJOS DE AMIZADE,


SUSY

Fragmentos Betty Martins disse...

.______querida Marta




"chove" a sensualidade e belza de sempre______________a tua poesia


que



tanto.tanto_________nos.fala.diz...







________///








beijO_______ternO

Sofá Amarelo disse...

Sim, vai chover e as gotas grossas da alma vão encher o rio e as margens vão transbordar, desabando sobre os silêncios desassossegados das inquietudes desta vida... também ela por vezes violenta... mas com um encantamento especial...

▒▓█► JOTA ENE disse...

ººº
Adorei a foto acompanhada por tão belas palavras.