sábado, 26 de março de 2016

A CRÓNICA DO REINO




Sou eu, o cronista deste Reino, quem termina esta história.
E persiste a dúvida: devo cingir-me apenas aos factos e esquecer a história de amor?
Uma história de amor tão intensa, tão verdadeira que ditou a morte do Reino?
Como encontrar as palavras certas para descrever a angústia daquele Rei feliz no dia em que a Rainha desapareceu?
E a dor daquele filho quando compreendeu que o Pai perdeu o interesse na vida?
Houve quem o criticasse por nos abandonar e lutar por causas desconhecidas.
O nosso Reino precisava de quem lutasse por ele...
Mas o Rei era orgulhoso, recusou a ajuda e o Príncipe não podia ficar...
A História dirá que foi um cobarde, mas eu, que vivo nestes tempos, só posso escrever …
Que o Reino ficou abandonado, o Rei sozinho porque ninguém soube como os amar depois...


4 comentários:

Sofá Amarelo disse...

Se o Rei disse, está dito, embora nem sempre o cronista escreve aquilo que gostaria de escrever, porque um Reino abandonado está sempre sujeito a críticas...

Graça Pires disse...

Uma excelente cronista do reino...
Beijos, Marta.

heretico disse...

Fernão Lopes passou por aqui...

beijo

rosa-branca disse...

Uma crónica à altura de um reino. Beijos com carinho