sábado, 16 de maio de 2015

DISCURSOS DA CHUVA



Hoje é uma noite de chuva
E não tenho um poema para escrever
Pois continuo sem ter palavras,
palavras brilhantes que falem do tempo,
que pensem em ti...
Num discurso sobre o meu desejo,
a minha paixão pela vida...

Mas para quê falar em memórias,
em memórias gloriosas
que se confundem agora com lamentos?
Para quê falar em paixão,
essa paixão que acorda os sentidos
e os insinua em ti?

Hoje é uma noite de chuva...
E eu não sei o que fazer ou sentir...
Estou parada na estrada da vida...
Não sei o que espero...
Se espero por palavras

Ou simplesmente por mim...

POEMA PUBLICADO NA COLECTÂNEA "POEMA-ME" APRESENTADA HOJE AO PÚBLICO EM LISBOA

2 comentários:

Sofá Amarelo disse...

Apesar da noite de chuva, pode haver sempre um sentido para as palavras das memórias que se confundem brilhantes na estrada da vida...

(Também participei nesta colectânea)

Graça Pires disse...

"Não sei o que espero...
Se espero por palavras
Ou simplesmente por mim..."
Tão belo, Marta. As noites de chuva são inspiradoras...
Beijo.