segunda-feira, 12 de julho de 2010

VEEMENTE




Continuo inquieta, amor,
com a alma num turbilhão.
Com uma saudade repentina de escrever
sobre as cores.
Desde o branco leitoso
ao azul forte da tempestade.
Num simples retoque,
numa mistura de cores favoritas.
Deixei para trás as cores vivas, vibrantes,
quentes como o Sol
e encantei-me com as discretas da lua.
A paixão, amor, não tem cor definida.
Inflama-se, possuí-nos veemente
e deixa-nos ofegantes.


Foto de Night Fate "Fade Away" (DeviantArt)
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6 comentários:

Daniel Costa disse...

Marta

Como é belo o teu poema! E que rendilhado de palavras bonitas!...
Uma poetisa que o saber ser, dando prazer a quel lê.
Beijos
Daniel

alice disse...

gostei especialmente desta edição. a imagem combina com as palavras! um beijinho grande, marta*

Secreta disse...

A paixão não tem cor, e cabe, em todas as cores do mundo!
Beijito.

Sofá Amarelo disse...

Também prefiro as cores discretas, aquelas que se podem misturar com a escrita serena e definida.

Nilson Barcelli disse...

Um excelente poema de amor.
Gostei imenso, querida amiga.
Beijos.

avlisjota disse...

"A paixão, amor, não tem cor definida.
Inflama-se, possuí-nos veemente
e deixa-nos ofegantes."

Lindo Marta!...

beijo

José