sexta-feira, 26 de março de 2010

COERENTE




Não sei o que pensei.

Não sei se o que pensei antes de adormecer, foi coerente.

Lembro-me, sim, que gritei.

E gritei bem alto.

Com o meu corpo todo contraído,

tentando negar toda uma vontade,

todo um desejo que a palma da tua mão anotou

ao deslizar em mim.

Essa mão, que eu supunha estar dormente,

por a ter pousada, leve, confortável

sobre o meu pulso.




Foto de Marina Segura "Smile"


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9 comentários:

Secreta disse...

Mão que despertou... em ti e para ti.
Beijito.

. intemporal . disse...

.

. rente à noite, na véspera de um sono profundo e restabelecedor, tudo parece ampliad.íssimo perante a realidade que alvorece na manhã seguinte .

.

. um bom fim de semana .

.

. um beijo meu .

.

. paulo .

.

Sofá Amarelo disse...

Nem sempre o que parece é... e uma mão suavemente pousada sobre o pulso pode ser apenas um sinal de partida para deslizar na longitude dos sentidos... porque tudo coerente, mesmo quando a incoerência brilha nos corpos.

avlisjota disse...

Gosto deste poema Marta, quanta sensualidade...

Bjs

José

legivel disse...

... soubesse eu ler o que dizem as mãos supostamente dormentes, dir-te-ia se o que tinhas pensado antes de adormecer, tinha sido coerente. Já o deslizar de uma mão sobre um corpo, não precisa de ser coerente.

Beijos e sorrisos.

Secreta disse...

Novo visual :)

Nilson Barcelli disse...

Belo poema. Gostei imenso das tuas palavras.
Também gostei do novo aspecto do teu blogue. Mais simples...
Boa semana e boa Páscoa.
Beijos.

pin gente disse...

novidade do look... bonito!

o conforto de uns nem sempre é o nosso.

um abraço, marta

alice disse...

um poema muito delicado, marta. gostei de ler do teu pulso, assim. um beijinho.