
Não sei o que pensei.
Não sei se o que pensei antes de adormecer, foi coerente.
Lembro-me, sim, que gritei.
E gritei bem alto.
Com o meu corpo todo contraído,
tentando negar toda uma vontade,
todo um desejo que a palma da tua mão anotou
ao deslizar em mim.
Essa mão, que eu supunha estar dormente,
por a ter pousada, leve, confortável
sobre o meu pulso.
Foto de Marina Segura "Smile"
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9 comentários:
Mão que despertou... em ti e para ti.
Beijito.
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. rente à noite, na véspera de um sono profundo e restabelecedor, tudo parece ampliad.íssimo perante a realidade que alvorece na manhã seguinte .
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. um bom fim de semana .
.
. um beijo meu .
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. paulo .
.
Nem sempre o que parece é... e uma mão suavemente pousada sobre o pulso pode ser apenas um sinal de partida para deslizar na longitude dos sentidos... porque tudo coerente, mesmo quando a incoerência brilha nos corpos.
Gosto deste poema Marta, quanta sensualidade...
Bjs
José
... soubesse eu ler o que dizem as mãos supostamente dormentes, dir-te-ia se o que tinhas pensado antes de adormecer, tinha sido coerente. Já o deslizar de uma mão sobre um corpo, não precisa de ser coerente.
Beijos e sorrisos.
Novo visual :)
Belo poema. Gostei imenso das tuas palavras.
Também gostei do novo aspecto do teu blogue. Mais simples...
Boa semana e boa Páscoa.
Beijos.
novidade do look... bonito!
o conforto de uns nem sempre é o nosso.
um abraço, marta
um poema muito delicado, marta. gostei de ler do teu pulso, assim. um beijinho.
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