domingo, 8 de novembro de 2009

LUCIDEZ


Não sei, amor,
o que queria escrever.
Queria ser ousada,
escandalizar-te até.
Mas eis que sinto o maldito rubor,
nada cativante,
a amanhecer em mim.
Fico parada,
como que abraçada
ao meu próprio corpo,
que sinto gelado.




As tuas mãos em mim..
Fascinam-me.
Gemo quando as revejo nas minhas.
Vibro quando me perseguem
na minha nudez mais secreta.
Não sei se perdi a lucidez, amor.
Desenvegonho-me em ti.
No oculto prazer de amar.

Foto de ABrito "Coração Espelhado" (Olhares)
Textos protegidos pelo IGAC - Cópias proibidas

9 comentários:

uminuto disse...

ousam as palavras no oculto prazer de amar
um beijo e boa semana

Sofá Amarelo disse...

No Amor e na Paixão o rubor não deve entrar... apenas o estritamente necessário a que os corpos e as almas se desnudem...

Nilson Barcelli disse...

Do rubor ao desenvergonhamento final... um poema que percorre passos idênticos à realidade de quem sente algum pudor inicial em se entregar.
Gostei imenso, querida amiga.
Boa semana, beijos.

Graça disse...

Estes teus poemas em dois "andamentos" são uma delícia... o final é magnífico. Adorei.

Beijo, Marta

Carla disse...

quando se ama em pleno a timidez desaparece por completo
beijo

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Poema que percorre o caminho do amor, em dois andamentos.
Gostei muito, Marta.
Bom dia!
Beijos e abraços,
Renata

Carmem L Vilanova disse...

Linda amiga... que lindo poema!
O rubor natural da adrenalina que sobe pelas costas, dando-nos ainda mais vontade de nao recuar a essa entrega total e apaixonante!
Adorei, amiga!
Muitos beijos, flores e meus eternos sorrisos!

Eu Sei Que Vou Te Amar
Viver Integral

Nuno de Sousa disse...

Delicioso e mais não digo :-) bjs

Ianê Mello disse...

Belo poema!

O medo da entrega que culmina com a rendição ao amor.

Beijos