quarta-feira, 16 de abril de 2008

MOLHADO
















Procuro dias…

Dias em que gostaria de ficar assim…

Deitada na relva a conversar com as nuvens…

A relva está ainda molhada, cheia de folhas mortas…

As nuvens estão comprimidas, cinzentas…

Sem perguntas a fazer…

A tempestade descerá brevemente…

Envolverá a cidade num manto negro ...

mas o meu coração

ficará como a relva em que me deito...

Molhado!!!




(Foto: "Recanto" Dinis Cortes, 1000 imagens)

9 comentários:

João Filipe Ferreira disse...

lindo:)
adorei:)

Anónimo disse...

participe www.luso-poemas.net

M.C. disse...

Marta,

Um lugar assim onde só o que é verdadeiro permanece.

Pois são nesses lugares que a simplificar dá leveza ao nosso ser.

(Querida, abraços:)

Secreta disse...

Molhado é certo , mas vivo.
Beijito.

Alexandre disse...

Ter o coração molhado é um retrato fantástico que conseguiste descrever com a maior singeleza e charmosidade, se houvesse este termo!

Muitos parabéns, está muito bem construído o poema!

Muitos beijinhos!!!

Sol da meia noite disse...

Calmo este sentir que aguarda a tempestade...
Amei ler.

Beijos

cõllybry disse...

Neste momento sublime,que importa a tempestade que vem...só a relva importa...nela deitada,

Doce beijoca, Marta

belakbrilha disse...

Lindo!
...não precisa de palavras, elas estão aqui...TODAS!

bjs

Joseph disse...

Marta
Olá

Lindo o teu poema, mas quer-me parecer que continuas a precisar dum grande abraço...
Contigo sempre, nos bons e nos maus momentos.
Basta um sinal.
Amanhã, 2ª.feira, deverá fazer sol...

Um forte abraço, querida amiga:)*