segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO ZÉ DO LAÇO - O FIM



Aconteceu tudo tão rápido que só agora percebo a armadilha.

Claro que o membro importante da organização não pode ser acusado de homicídio.

Onde é que eu tinha a cabeça?

Fazem-lhe perguntas, mas ele apenas diz que jantou com ela.  

Que o comportamento dela foi tudo menos discreto... 

Sim, bebeu um copo em casa dela, mas quando a deixou, ela estava viva.

Também interrogam o Leão e este limita-se a recitar uma lição bem estudada.

Eu atrapalho-me um pouco e eles pressionam-me até confessar o crime que sei bem que não cometi.

Segundo diz o advogado, posso não ter uma pena muito pesada.  

Só tenho pequenos delitos no meu registo criminal e não há grandes provas contra mim.

Aconselha-me a ter calma, mas eu não consigo. 

Não esqueço a cara do Tavares quando sabe do crime...

Primeiro, fica vermelha, depois pálida e com um murro violento na secretária, faz voar papéis, canetas e estatuetas em todas as direcções.

" Imbecis!" brada, ameaçando-nos com o punho fechado " Incompetentes! Agora tenho que "limpar" a porcaria que vocês fizeram."

E, "limpou" tão bem que eu, o mais inocente de todos, estou numa cela à espera do julgamento.

Está decidido: se me "safar", não fico cá!

Vou emigrar para o Dubai...



FIM




5 comentários:

Daniel Costa disse...

Marta
É de crer que quem aguarda julgamento é inocente. Será o pensonagem que ensaiou o disparate, para ter de fazer limpeza?
Veja e comente o post
MINAS GERAIS - BANDEIRANTES
http://amornaguerra.blogspot.pt/
BRASIL: SORRISO DE DEUS.
Beijos

Graça Pires disse...

Não era capaz de escrever este policial, Marta. Mas gostei muito de a ler.
Um beijo.

Manuel Veiga disse...

a literatura policial sempre me encantou.
foi assim um prazer especial esta "revisitação"
gostei muito

beijo

Sofá Amarelo disse...

Terminou... e não terminou! O conto está contado, agora tem que ser publicado, quiçá, um livro de meia dúzia de contos policiais, tal potencial para escrever policiais não pode ser desperdiçado... :-)

Agostinho disse...

O ritmo da acção é acelerado pela forma da narrativa, directa e de períodos curtos. Guião já há, agora, é só encontrar produtor e realizador.
Parabéns, Marta.