A
noite é o palco
onde
te mostro
a
tela do meu desejo
e
me encontro em ti.
Mas
há noites
em
que me sinto banal,
tão
banal,
que
tapo o espelho para não me ver,
para
não me sentir.
Prefiro,
então,
que
o palco seja teu
e
te desenhes na tela já rubra
do
meu desejo
e
te encontres
na
puta e na deusa que há em mim.

5 comentários:
A noite é o palco da verdade, pois é de noite que se escrevem as telas dos desejos e onde os espelhos reflectem os desenhos dos sentidos partilhados!
... em sensual cumplicidade ...
Gostei muito deste teu poema.
A duplicidade do encontro foi muito bem conseguida.
Beijos, querida amiga.
Gostei especialmente neste poema, da frontalidade com que defines tudo o que "podes" ser no palco do amor e da paixão.
Beijito.
Palco que será sempre, mesmo que nem tenha plateia.
muito bom!
beij
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