quinta-feira, 26 de abril de 2012

ESCURIDÃO


Por vezes,
a tua ausência
é uma dor dorida.

Atroz
Pesada
Escura como a noite
que beija a janela.

Quando não estás, amor
não consigo acender a luz.
Não consigo
olhar-me nos olhos,
encarar toda a angústia
que me estrangula a voz.

 
Quando não estás, amor
não me acendem as promessas de palavras,
nem a doçura perfuma o ar.
Há só as sombras no manto envolvente da escuridão


PINTURA “SLEEPING BEAUTY”



5 comentários:

Secreta disse...

As ausencias doem!
Beijito.
Bom fim de semana.

Anita de Castro disse...

Ausência na escuridão da noite ,lembranças que doem

A noite, a frieza da escuridão, a beleza das estrelas e da lua... o prazer do sexo ou o amargo da solidão.
Renan Barbosa

Um beijo Marta

Nilson Barcelli disse...

A luz não se acende na ausência...
como eu te percebo...
Belo poema, gostei muoto.
Marta, querida amiga, tem um bom fim-de-semana.
Beijo.

Sofá Amarelo disse...

Há que acender as sombras por entre a escuridão num perfume em forma de promessas de palavras onde a ausência é só um intervalo de uma dor dorida e estrangulada na voz mas nunca atroz!

© Piedade Araújo Sol disse...

todas as ausências são tristes, até as irreversíveis.

beij