
Porque é que as palavras soam amargas e impacientes, não sei.
Permanecem em terra, embora o mar esteja aparentemente calmo.
Talvez seja por haver pouco vento e tenham medo de não chegarem intactas ao destino
Talvez seja eu o destino e não seja capaz de as pintar com as cores da aurora boreal
e o azul, que me está na mente, seja muito monótono.
Talvez os sonhos tenham fugido de mim, estejam agora enterrados na areia, à espera que, tal como numa caça ao tesouro, eu os abra ao mundo.
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Foto de Nuno de Sousa (obrigada, Nuno)
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5 comentários:
E enterrado na areia talvez esteja a chave para o tesouro que as palavras impacientes queiram esconder... mas um dia o vento levará a areia e deixará a descoberto as palavras com sabor a mar!
Marta
Como fantasia poética, está deveras interessante e com imaginação.
Beijos
Daniel
por vezes fogem os sonhos, cabe-nos a nós a capacidade de os reencontrar
um beijo meu
Os sonhos devem fazer parte de nós. E devemos lutar para os concretizar. Não convém, por isso, alimentar sonhos ireeais. Mas enterrá-los na areia também não é bom, ainda que se possam desenterrar...
Querida amiga, gostei do teu poema.
Boa semana, beijos.
"Talvez seja por
haver pouco vento e
tenham medo de
não chegarem
intactas ao destino"
belo e excelente este poema.
Parabéns Marta, bjs e bom fim de semana
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