quarta-feira, 15 de abril de 2009

QUEBRAR







Sinto que navego num mar de rios sem sorte…

Afasta-me de ti
Afasta-me de mim

Sinto o meu corpo destroçado
A minha alma quebrada

Escondo nas roupas escuras
A dor surda da tristeza

Adormece no meu próprio olhar
Na clareza própria do dia...
Entro em pânico….



(Foto "hEaVeN" Lili, Olhares.Com)



(Textos protegidos pelo IGAC - Cópias proibidas)

6 comentários:

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Marta, belo poema...Espectacular....
Beijo

Patrícia disse...

Por vezes acordo e vejo em redor de mim um pano cinzento, tenho a nítida sensação que nada faz sentido. Mas algo (ou alguém) , sempre me puxam para terra. Afinal, nem todos os dias são negros.

Beijinhos Marta=)
Patrícia

Nilson Barcelli disse...

Belo poema cara amiga.
Mas tristinho...
Bom resto de semana.
Beijos.

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Poema triste, Marta. Vc não costuma fazê-los assim. Bom, mas nem sempre estamos alegres, e há muita beleza na tristeza (que rimam, mas não combinam, como digo num poema meu).
Querida:
Postei sobre A Dama das Camélias e apresento algumas obras de Artemísia Gentileschi, além de poemas alheios e meus, flores, o de sempre, embora o Galeria esteja um pouco mudado. Conto com você.
Um abraço,
Renata

Helena Paixão disse...

Um poema muito bem escrito e que expressa uma grande tristeza...

Espero que o fds te traga muita alegria para te inspirar :-)

Bjs

Sofá Amarelo disse...

Há quem evitar entrar em pânico, porque assim não somos nós e não conseguimos nos dar a conhecer... há que respirar fundo e absorver o mundo...