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A BRIGA - PARTE II

  Vão a outro bar, é o conselho que dão, mas o Gustavo está tomado de amores pela Júlia e como esta frequenta o tal bar, é para lá que seguem no fim de semana seguinte. " Que estupidez, pá!" diz o Bernardo " Telefonas à Júlia e dizes que vai ao bar X; se estiver interessada em ti, vai lá ter!" concluí. O Gustavo abana a cabeça, ela tem um grande grupo de amigos, tem medo que a dissuadam de ir ao bar que ele escolheu. O Bernardo encolhe os ombros, não gosta muito da Júlia, acha que é só pernas e risos artificiais. A Júlia faz uma grande festa ao Gustavo, trocam um beijo apaixonado, o que faz com que haja assobios do grupo de amigos. Estes desafiam o Gustavo para um concurso, ver quem bebe mais shots, mas este declina. É gozado, bem feito, pensa o Bernardo que se encosta a um canto com uma cerveja na mão e que quer fazer durar a noite toda. Por sorte, o Jaime, um colega da faculdade aparece e ficam os dois a conversar, o Bernardo a vigiar o Gustavo pelo canto do olho....

A BRIGA

O Bernardo encontra o Gustavo, o sobrinho da Rita, na livraria. Sentam-se no café, conversam sobre os planos de estudo na Universidade o Gustavo convida-o para irem ao bar nessa noite. A Aída não gosta muito da ideia, mas o filho é uma pessoa responsável e o Gustavo não é um estranho. Até conhece bem a Madalena, sabe que o Gustavo tem sido um grande apoio para a Mãe no divórcio, mas socialmente não sabe como ele se comporta. Espera que o filho não beba demais e não faça disparates. Aconselha-se com o Major, aquele é um recruta, ensinei-lhe a ter limites, diz, não vai haver problemas. Nenhum dos rapazes bebe demais, mas o bar tem gente a mais, alguém começa a lutar e chamam a polícia. A polícia identifica-os, manda-os para casa e os dois decidem não dizer nada às respectivas Mães. Contudo, no dia seguinte, não se fala noutra coisa na Universidade e a Glória conta ao Major. " Oh, Bernardo, diz-me que não estiveste envolvido na luta!" pergunta o Major antes da sessão do Clube. ...

A CASA DE CAMPO - FIM

  " São rapazes saudáveis!" comenta o meu cunhado Pedro " Até aquela migalha que é o meu filho anda a bater nos outros meninos. Dizem que é por ser muito mimado!" " O Miguel mimado?" repete o Miguel primo " Que ideia! É um rapaz de barba rija!" e todos riem. Volto a ter uma conversa séria com o Matias e o Edgar, eles prometem que se comportam " decentemente", mas as tréguas duram pouco. A briga é tão feia, o motivo tão insignificante que a Carolina decide fechar a porta de comunicação entre os quartos. Até estabelece um horário para eles utilizarem a casa de banho, o que todos acham ridículo, mas que acaba por resultar. A Filipa pergunta-nos se pode passar uns dias com o namorado e uns amigos na casa de campo. " Eles estão dispostos a pagar... disse-lhes que os Pais fariam um preço razoável." explica. " Oh, Filipa, isso não é necessário!" protesto, mas a minha filha abana a cabeça e diz: " Não, foram os Pais del...

A CASA DA PRAIA - PARTE V

  O Miguel fica surpreendido e faz algumas sugestões, mas eu chamo-lhes a atenção de que todo o processo envolve uma certa logística e a decisão final é nossa. A Carolina faz o projecto, pede vários orçamentos e passamos várias noites a discutir até decidirmos pelo que é mais viável em termos estruturais e financeiros. Onde vamos ficar enquanto duram as obras? é a outra questão. A Filipa e o Miguel ficam em casa de amigos, o meu irmão recebe o Matias e o Edgar, tenho filhos da mesma idade, diz. Eu, a Carolina e a Inês ficamos em casa do Pedro e a nossa cobre-se de pó e paredes derrubadas. Apesar dos protestos da Filipa e do Miguel, que tinham planos com os amigos, alugamos a casa de campo. Tem que ser, explicamos, temos que rentabilizar o investimento feito e pagar o empréstimo para concluirmos as obras. A família está disposta a ajudar-nos, mas não aceitamos. As obras prosseguem, às vezes temos que fazer alguns ajustes, mas fica concluída na data prevista. Quero alugar os serviços...

A CASA DE FÉRIAS - PARTE IV

Explico novamente que temos que resolver os problemas com as palavras e não com violência, que me estão a desiludir porque prometeram que não teriam novamente este tipo de atitudes. Mandei-os arrumar o quarto, tomar um banho e mudar de roupa, pedi ao Miguel para os vigiar e vou ter com a Carolina. A Inês deve estar a dormir, porque a Filipa está sentada ao pé da Mãe a contar-lhe as novidades. " Estão bem? Preciso de ir lá?" pergunta-me a Carolina. " Não, estão com o Miguel. Mas temos que pensar em mudar para uma casa maior; temos que os separar." explico " Caso contrário, vamos continuar ter cenas de pugilato e não podemos estar constantemente a separá-los." " Oh, Pai! Que horror deixar esta casa, tenho tantas memórias aqui." diz a Filipa. " Mas o teu Pai não deixa de ter uma certa razão; já tivemos que transformar o escritório num quarto para a Inês e não vamos pôr o Matias ou o Edgar no do Miguel." intervém a Carolina. " E, se fi...

A CASA DE FÉRIAS - PARTE III

  Não é o fim de semana relaxado que pretendo, a Carolina já está a pensar numa forma de rentabilizar o investimento feito. Quanto à Inês, só sorri feliz. Quando sabem o que se passou, o Matias e o Edgar têm pena de não terem estado lá, lutariam com os ladrões e venceriam. " Que disparate!" atalha o Miguel " E se tivessem uma arma? Podias ser morto!" " Que ideia mais estúpida!" diz a Filipa, mas o Matias e o Edgar não estão preocupados. Dez minutos mais tarde, estão no quarto a encenar o roubo. " Aqueles dois vão estar entretidos por umas horas!" rio-me e a Carolina concorda. A Filipa oferece-se para tratar da irmã, o Miguel desaparece no quarto dele e nós ficamos na cozinha, a saborear um copo de vinho. " Podemos alugar no fim de semana do Carnaval, na Semana Santa..." sugere a Carolina " A Filipa e o Miguel podem não gostar.. gostam de ir lá nas férias com os amigos." " Vamos com calma." aconselho " Ok, tivemo...

A CASA DE FÉRIAS - PARTE II

  A Carolina está relaxada, a Inês está a adorar a viagem de carro. Eu ligo o rádio no máximo, faço a Carolina rir e recrimino-me por não fazer isto mais vezes. Ao fazer a curva para entrar na garagem da casa, acho estranho o portão estar aberto. Paro o carro, digo à Carolina para não se mexer e saio. O portão foi arrombado, a porta da garagem também, embora pareça que não há qualquer problema com a da casa. Lembro-me então que há uma porta de ligação entre a garagem e a casa. " O que foi? O que aconteceu?" pergunta-me a Carolina e noto que está assustada. " Fica aqui. Alguém arrombou as portas; pode ser que esteja ainda lá dentro." explico e com muito cuidado, entro na garagem. A porta de ligação está aberto, subo os degraus e a cozinha está virada do avesso. Remexeram em toda a casa, roupas, objectos decorativos estão no chão. À primeira vista, parece que levaram apenas a televisão, o micro-ondas. " Ai, meu Deus, o que aconteceu aqui?" exclama a Carolina...