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EM 2006

Não sei se amanhã poderei vir aqui; por isso, aqui vai o meu texto relativo ao novo ano. Não é propriamente um texto; é apenas um conjunto de frases que resumem o que eu desejo para 2006. E o que é que eu desejo verdadeiramente para 2006? Além de paz no Mundo? Que a Minha Página continue a ser o nosso ponto de encontro. Simplesmente! Meu, da Aluena, da Carmen, da Dora, da outra Marta, do António, etc para conversarmos. Para só beber uma bica, um pingo , um Porto ou então, preparar um chá à moda antiga, com toalha branca bordada, chávenas bonitas com uma história a contar, scones quentes com manteiga a escorrer e chá de frutos a espalhar o cheiro pela casa inteira. Outra coisa que desejo para 2006? Vamos continuar a ser generosos - obrigada por estarem aí!

ESTAR OU NÃO ERRADA

Longe vão os dias em que ficar em casa a ler era a forma ideal de passar as férias. Agora, e segundo diz a minha Mãe, " bichos carpinteiros " impedem-me de estar um minuto sossegada e nem que seja ir até à FNAC em Santa Catarina, tomar um pingo e ver as novidades, eis-me fora de casa. Enfrentando chuva torrencial, vento agreste ou um sol sufocante ! Basta uma hora para que eu sinta que faço parte da raça humana e respire livremente. Tenho que sair, mimar-me um pouco e por isso, hoje meti-me no Metro, fui até ao Dolce Vita, almoçei por lá e fui ao cinema. Regressei há pouco e pondero seriamente a hipótese de te ligar. De te lembrar que existo, mas a verdade é que tu tens o meu nº de telemóvel e também me podes ligar . Tomar a iniciativa, fazer perguntas tipo "Como estás? O que fazes?" não comprometem ninguém - é uma conversa normal entre duas pessoas que se conhecem razoavelmente bem . Continuas a intrigar-me - não me recusas ajuda quando preciso, mas falar num simp...

MAGOAR

Eis-nos chegadas novamente ao dia do meio – àquele dia em que muita gente suspira de alívio e pensa “Ah, já só faltam dois dias para o fim-de-semana” e parece que trabalham mais depressa e com mais animo. Tal como aquela senhora me disse há muitos anos, enquanto esperávamos que o sinal mudasse para verde para atravessarmos “ Sabe? O que eu mais gosto é dos fins-de-semana e dos fins dos meses”. Mas este dia do meio é especial, porque é o último do ano, um ano que, no geral, não me correu mal. Digo “ no geral ”, porque gostaria de mudar algumas coisas. Só que, e já lá diz o ditado, “ o futuro a Deus pertence ” e eu não posso interferir. Posso, e devo continuar com os meus cursos de línguas, cuidar do corpo e da mente, inscrevendo-me no ioga, melhorar os meus blogs e a participar noutras coisas que me dão prazer. Eu falo muito nas “ coisas que me dão prazer”, porque é exactamente por aí que devo equilibrar a minha vida . É que eu continuo a pensar o melhor das pessoas, mas tal como uma am...

GENEROSO

A certa altura do seu livro “Paula”, Isabel Allende escreve “ descobri como a vida pode ser generosa”. Na altura em que o escreveu, a vida não lhe estava a ser generosa – ver morrer a filha não é fácil ou aceitável. E, porquê escrever um livro sobre isso? O livro dá a resposta - foi a própria agente da escritora que lhe pousou no colo uma resma de papel e lhe disse para escrever. Como eu fiz na noite de Consoada – entrei no Messenger para conversar com alguém, bastante generoso , que me deixou uma mensagem a dizer “ que estaria online a partir das 21h00 para conversar com quem se sente só”. A solidão pesa; verga-nos, parte-nos a vontade e poucas são as pessoas que compreendem isso . “Oh, como é que podes dizer? Tens família; como é que te podes queixar disso” – não compreendem que, por muita amiga que a minha família seja, há uma curva na estrada, em que tudo acaba e não me acompanha mais. Fico vulnerável, sozinha, a perguntar “E, agora?” – o “agora” é tentar preencher essa falha, como...

UM GAJO PORREIRO

Cá estamos, Pai Natal nas preparações para a Noite de Consoada . Quando era pequena e o Natal era cá em casa, lembro-me que o meu Pai me levava a almoçar fora – num restaurante que se chamava “Os Três Irmãos” e que agora desapareceu – e depois íamos ao circo. Passávamos uma tarde divertida, com direito ao lanche num café, que outras pessoas na mesma situação enchiam, longe do bulício que este dia significa. Depois era o regresso a casa e a contagem decrescente até à vinda do Menino Jesus – a mim sempre me disseram que era o Menino Jesus que trazia os presentes – e explodia a alegria. Aqui está outra coisa que vou gostar de me lembrar – os almoços com o meu Pai no dia da Consoada e as idas ao circo, cuja mensagem se perdeu no tempo, porque encontro as minhas alegrias e risos noutros locais. Lembrei-me disto, talvez porque gostaria de recuperar o espírito desse dia; tornaria o dia diferente, mais fácil, dava-lhe outra alegria – eu que sempre disse que o meu Pai era “ um gajo po...

SABER O QUÊ

Enfim, confesso – estou novamente desorientada e não gosto nada de me sentir assim, pois estou farta de prometer a mim mesma que não vou ligar às tuas brincadeiras idiotas. Ontem, quase que me arrancaste a cabeça, como se tivesse ferido mortalmente o teu ego e eu tive que recuar apressadamente, dar-te uma resposta curta e seca que cortasse qualquer hipótese de discussão. Seguiu-se o silêncio, um silêncio árctico, tão profundo e tão frio que quase me convenci que tinhas desaparecido da face da terra . Não suportei o "suspense" – talvez não o devesse ter feito – e quebrei o "gelo", pedindo desculpas e prometi solenemente que não se falava mais nisso. Que não se falou, não se falou, mas como geralmente quando temos uma discussão, amuas e evitas-me, etc - atitude própria do menino malcriado que és - nunca pensei que tu brincasses assim comigo . Respondi às brincadeiras, com um sorriso um pouco irónico, porque como estamos no Natal , vou deixar-me "convencer" q...

REALIDADE

Só hoje é que compreendi verdadeiramente que a noite de Consoada é no sábado . Talvez porque estive demasiado ocupada com o meu próprio projecto de Natal e nem sequer me lembrei que devia ter incluído a compra dos presentes. Para os meus Pais, mas creio que isso não vai ser um problema, porque o importante é o facto de que, e apesar da idade avançada deles, eu vou celebrar o Natal com eles. Por quanto mais tempo não sei e um livro, que é o que eu ofereço geralmente, posso dar em qualquer altura. Aliás, um dia quando tiver que arrumar as coisas deles e encontrar esse livro, cheio de pó e escondido por outros, o que eu quero é sorrir e dizer : “ Ah, cá está o livro que não cheguei a ler, porque a Mãe se encarregou de me contar a história toda !” e não começar a chorar e pensar que “ dei-lhe este livro naquele Natal, lembras-te?, em que…” O dia de Natal vai ser um dia igual aos outros; não vou pensar se será o último ou não com os meus Pais e apesar dos discursos derrotistas da Mãe e dos...