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MATIAS

Matias sente-se velho e cansado. Agora que a Rosa Maria, aquela rapariga maravilhosa morreu daquela maneira... será que vale a pena continuar a viver? Ai, esta dor que não passa.... mas não, não vai pedir à enfermeira que lhe dê alguma coisa. Suspira... O que terá acontecido? Porquê a Rosa Maria? Quem é que a odiava tanto para a matar e a abandonar naquela praia? Não faz sentido, confessa à Maria Rosa, a auxiliar e não, não é culpa dela. Como poderia saber que esse tal Daniel era o assassino? Calcula que tenha sido um golpe para todos os colegas. Estamos todos indignados, diz a Maria Rosa e eu culpo-me porque sempre o achei estranho e foi só quando me atacou que percebi o esquema. Deve ser um homem muito infeliz, concorda o Matias e volta a suspirar. A irmã está desfeita, ainda não apareceu para falar com ele... Ele tem tanta coisa para lhe dizer, ela precisa dele, mas o médico não está satisfeito com os resultados das análises. O cunhado está ...

NOTA NEGATIVA - O FIM

Não falo mais, apenas respiro fundo e soletro as palavras: " NEM MORTA!" e assusto-me com o olhar do Daniel. A mão dele ergue-se e sinto-a bater com toda a força na minha cara. Fico atordoada, com o lábio a sangrar, tento protestar, mas o Daniel é rápido demais. Envolve o meu pescoço com uma ligadura e aperta. Custa-me a respirar, tento dar-lhe um pontapé, mas ele aperta cada vez mais a ligadura. Já não consigo respirar, Deus, será que vou morrer? Mas ninguém me responde... a minha voz já morreu, o meu cérebro está a desligar-se... E o meu corpo fica mole e escorrega para o chão... FIM  =================== Desafio aos meus comentadores: Já conhecemos a história do ponto de vista de: Daniel, o assassino Rosa Maria, a vítima Podemos falar sobre a auxiliar, Maria Rosa... Ou como a morte da Rosa Maria afecta a família... Dêem as vossas sugestões....

NOTA NEGATIVA - PARTE IV

Está escuro, não consigo identificar a zona, mas sei que nos estamos a afastar da cidade. Procuro qualquer coisa com que possa cortar as ligaduras, nos filmes parece tudo tão fácil, mas o meu carro está limpo demais. Entretanto, o Daniel discursa. Uma série de disparates, parece-me e apercebo-me que ele fala do speed dating. " Pensas que és melhor do que eu? Porquê? Tens um canudo e eu limpo os corredores do hospital? " É tão absurdo que nem respondo e parece que isso o enfurece. " Não dizes nada??? O que é que aconteceu? Emproada, arrogante, estúpida!" " Afinal, o que é quer? " digo finalmente, mas ele apenas se ri. Estou desesperada, não conheço esta zona, há pouco iluminação e não há casas. O Daniel cala-se finalmente e eu não sei realmente o que esperar. O telemóvel está na carteira, mas não a consigo alcançar. Talvez pudesse ligar para o 112 e com toda a tecnologia moderna, de certeza que localizavam o carro. Fecho o...

NOTA NEGATIVA - PARTE III

No dia seguinte, visito novamente o tio Matias e ainda nos rimos com as histórias passadas naquela noite na Enfermaria. A Rosa finge que está muito ofendida, mas sussurra que a Enfermeira Matilde é realmente um pouco rude. Vejo as horas, ai, meu Deus que estou atrasada e despeço-me. A Rosa sai comigo da Enfermaria, tem que ir até ao Piso da Nutrição e por isso, despedimos-nos à porta do elevador. " Até amanhã!" e a tarde é tão complicada que nem penso mais no tio Matias. Não posso visitar o tio à hora de almoço, como previsto e resolvo passar por lá antes de ir para casa. Estão a preparar os doentes para jantar, prometo que demoro cinco minutos e a Enfermeira não diz mais nada. O tio Matias vai fazer uns exames no dia seguinte, talvez seja melhor passar por cá a esta hora ou um pouco mais cedo, aconselha a enfermeira. Como deixei o carro no parque de estacionamento, desço até lá. Deviam pôr mais luzes, é escuro demais para o meu gosto. ...

NOTA NEGATIVA - PARTE II

" Não, acho que não. Deve estar a confundir-me com outra pessoa!" respondo delicadamente e, como, entretanto chegamos à Enfermaria, agradeço-lhe rapidamente. O tio Mateus fica muito contente com a minha visita e repete: " Que bom ver-te, Rosa!" e uma rapariga alta, com o cabelo preto preso num rabo de cabelo para ao pé da cama e pergunta: " Estava a chamar por mim, Senhor Mateus? " e sorri, um sorriso franco que lhe ilumina os olhos também pretos. Não deve ter mais do que vinte, vinte e dois anos e está com a farda de auxiliar. " Não, não. Rosa, apresento-te a Menina Rosa." e a Rosa estende-me a mão, apresentando-se: " Maria Rosa, como está? " e vejo que está a apreciar as calças pretas e a camisa branca que escolhi vestir hoje. " Rosa Maria... Muito prazer!" retribuo também com um sorriso. A Rosa auxiliar despede-se e afasta-se discretamente. Sento-me na cadeira e comento: " A Mãe vem ...

NOTA NEGATIVA

A Rita desafia-me a participar no Speed Dating no Hotel Marquês. Trata de tudo e acabamos por passar uma noite divertida. À excepção de um idiota, de nome Daniel que pretende ser o que não é. No fim da noite, ainda vamos um bar conhecido e discutimos os possíveis candidatos.  O Daniel leva uma nota negativa, pois como a Rita diz, " teria toda a minha atenção se não se armasse em macho latino". " Quatro minutos com ele deu para perceber que é uma pessoa muito insegura..." observo. " Exactamente e o facto de insistir que ser auxiliar de saúde é uma situação temporária... Pelo menos, o Carlos, ajudante de Chefe foi mais honesto e admitir que o objectivo é ter uma empresa de catering, mas que sabe que tem ainda muito que aprender.... dou-lhe um oito." ri-se a Rita. A minha Mãe manda-me um SMS, a pedir para lhe telefonar com urgência. " Não importa a hora!" sublinha e por isso, quando chego a casa, apesar de passar da uma...

SPEED DATING - FIM

O Daniel acha imensa piada ao que a Rosa contou, mas eu não. Fico muito preocupado e vou até à Enfermaria C para tentar saber quando é que ela termina o turno. Tenho que falar com ela fora do Hospital... O turno da Rosa termina às onze horas e espero sinceramente que ninguém a venha buscar. Escondo-me perto do portão de saída, não deixo que o segurança me veja e lá vem ela. Ah, ela fuma! Não sabia; apercebo-me que não sei muita coisa sobre a Rosa e quando ela dobra a esquina, aproximo-me. " Bolas, pá! Que fazes aí no escuro? " diz furiosa e como eu continuava calado, insiste " O que queres? " " O Daniel diz que andas aí armada em detective..." começo a falar e a Rosa olha-me como se eu fosse um extraterrestre. " O que te importa o que eu penso ou deixo de pensar?" interpela e de repente, ela abre muito os olhos, recua uns passos. " Tu sabes qualquer coisa sobre as mortes! O que é que tu sabes? Foste tu? ...