O PLANO DE AFONSO - PARTE II
O porteiro não acha nada estranho o Afonso pedir-lhe para abrir a porta. Aliás, o Senhor Engenheiro foi bem claro: sempre que os meus filhos aparecerem e eu não estiver cá, deixe-os entrar. O Afonso entra, larga a mochila e o anorak no hall e visita a cozinha. Vai a passar no corredor que vai para os quartos quando ouve vozes. O Pai está em casa? Não o ouviu entrar? Bate à porta, entra sem esperar resposta e vê o Pai na cama abraçado à Tia Eugénia, mulher do tio Romeu. Afonso fica estupefacto, a Tia Eugénia solta um grito e tapa-se e o Pai diz, zangado: " O que fazes aqui a esta hora? Porque é que não telefonaste para saberes se podias ou não vir? " Afonso não responde, foge do quarto, derruba o tabuleiro que tinha preparado e, arrastando a mochila e o anorak, saí. Desce as escadas rapidamente, passa pelo porteiro que o tenta, sem sucesso deter e está na rua. Está tão nervoso que perde o sentido de orientação e quando dá por si, não...