terça-feira, 8 de junho de 2021

PEDRO E OS AMIGOS


Não sei bem quando, mas foi muito antes de conhecer a Beatriz, a Carolina perguntou-me se estava a cuidar de mim.

Ri-me, o que é isso? Entre o emprego, assegurar-me do bem-estar do Miguel e aturar as maluqueiras da Laura, achas que tenho tempo? respondo.

A minha irmã mais velha abana a cabeça, acho que não estás! Precisas de ir para fora com uns amigos, um sítio divertido, sugere.

Pois, e o Miguel? O que é que eu faço ao Miguel? repito e a Carolina dá-me uma palmada no ombro.

Pode ficar comigo ou com a Teresa, estamos aqui para te ajudar, observa a Carolina, combina qualquer coisa com os teus amigos e para este fim-de-semana, eu organizo tudo com a Teresa, declara.

Perante este ultimato, acabo por aceitar o convite do Rogério e da Marta para passar o fim-de-semana na casa deles na Barragem.

Vais gostar, assegura o Rogério, podemos andar de barco no lago, fazer um piquenique numa das ilhas e aos sábados, o Hotel organiza um jantar dançante.

Ainda bem que vens, diz a Marta, precisas de desanuviar, tens muita coisa às costas, principalmente....e interrompe-se, fica muito atrapalhada.

Com a Laura, eu sei, completo a frase, não te preocupes, ela não vai aparecer. Está em casa dos Pais, está calma e a trabalhar na loja. As minha irmãs ficam o Miguel.

Oh, Pedro, desculpa, exclama a Marta, muito corada, não foi isso que eu quis dizer...

Melhor não dizeres mais nada, aconselha o Rogério, o encontro é em minha casa às sete, jantamos pelo caminho.

Aquela sexta torna-se complicada, tenho muita coisa a tratar, deixo o Miguel e a mala dele no infantário de manhã, a Teresa vai buscá-lo às quatro da tarde.

O Miguel faz beicinho, choraminga, mas eu não cedo e o rapaz fica amuado, sentado no meio da sala, sem se mexer ou falar.

Ainda tenho uma videoconferência às duas da tarde, mas termina por volta das cinco, dá-me tempo de fazer a mala e comprar qualquer coisa para levar.

Passo pela loja da Teresa, a Madalena organiza um pequeno cabaz com pão caseiro, compota, conservas e duas garrafas de vinho biológico.

O Rodrigo é capaz de torcer o nariz, produtos biológicos não o convencem, mas eu tenho que promover o que a minha irmã vende.

Ás sete horas em ponto, estaciono em frente à casa dos meus amigos e fico admirado por ver o Tadeu e a Clotilde e uma outra rapariga que não conheço.

CONTINUA



1 comentário:

Cidália Ferreira disse...

Gostei do episodio. Obrigada pela partilha!! :)
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Não deixarei o meu silêncio denunciar
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Uma excelente noite
Beijos