quarta-feira, 21 de julho de 2021

O JANTAR DANÇANTE PARTE IV

 

Até o Pai! comento e a Avó ri, o meu filho não é nada como o Pai! O teu avô abria sempre o baile e era um excelente dançarino! suspira.

Espero que me conceda uma dança, antes de ser arrebatada por todos aqueles galãs, digo e a Avó volta a rir.

O ponto de encontro combinado foi o hall de entrada do Hotel, os Pais e a Joana já lá estão.

Tenho que concordar com o Pai, o vestido da Joana é muito curto e a louca fez uma madeixa cor de rosa, mas a Mãe está deslumbrante.

Anabela, estás linda! observa a Avó e a Mãe recompensa-a com um largo sorriso, também a Mãe!

Vamos à procura do Salão Dourado, da mesa 37, confirma a Joana e seguimos um cortejo de homens e mulheres elegantes.

Reparo que não há muita gente da minha idade ou da Joana, mas não me importo, vim por curiosidade.

São mesas de quatro ou seis pessoas, a nossa fica perto da pista de dança.

Há música ambiente, mas a banda ainda não subiu ao palco.

Ah, há uma exibição de dança! lê a Joana, deve ser para abrir o baile, declara a Avó.

Servem o jantar, uma sopa aveludada, de alho francês, anuncia a Mãe, segue-se o prato de peixe, mas eu recuso o de carne.

A Avó faz o mesmo, não estou habituada a comer muito à noite, explica, enquanto observa o ambiente, as toilettes das senhoras.

O Pai está já a conversar com o senhor da mesa ao lado, pelos vistos, conhece-o do banco, nada de falar de trabalho hoje, protesta a Avó, mas o Pai nem lhe responde, tão entretido está!

A Joana quase não come, tira imensas fotos, grava anotações, vão ser a base para o artigo, esclarece e só sossega quando as luzes apagam e a banda sobe ao palco.

Há umas palmas tímidas e acende-se um foco de luz no meio da pista.

O casal de dançarinos abre o baile com um tango, brilhante, sussurra a Avó e quando terminam a exibição, a banda começa a tocar uma valsa.

A bailarina convida um senhor para dançar e o bailarino escolhe a minha Mãe, que fica muito surpreendida e cora.

Vai lá, incentiva a Avó, diverte-te! e a Mãe segue o bailarino. Em breve, a pista fica cheia de pares a dançar e o conhecido do Pai estende a mão à Avó.

Será que posso dançar com a senhora ou estarei a abusar? convida-a com um sorriso e a Avó responde, claro que não! Será um prazer! 

Oh, Mãe! protesta o Pai, mas a Avó Berta já está na pista, a rodopiar nos braços do cavalheiro.

CONTINUA


2 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Dançar faz bem à saúde e é muito bom. Tão bom que somos gerados a dançar.
Curiosa para o que se segue.
Abraço e saúde

Cidália Ferreira disse...

Um capitulo cm festa, divertido! :))
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Beijo, e uma boa noite