quinta-feira, 5 de agosto de 2021

O REGRESSO FIM

 

Por isso, relaxa, continua o Major. prova que tens capacidade para desempenhares as funções que te propuseram. E, deixa a vida seguir o rumo... Não quero com isto dizer, acrescenta, que não lutes, que não sejas ambicioso, mas não sejas demasiado!

Nunca tinha analisado a situação desse prisma! confessa o Bernardo, tem toda a razão, é melhor esperar e ver o que acontece.

Ora bem, concorda o Major, agora que já discutimos este assunto, vamos passar ao próximo? Quero organizar um jogo de futebol com os miúdos. Os únicos que ficaram de fora são a Francisca e o filho do Gustavo. Eu sou o árbitro, tu e a Clarinha os fiscais de linha.

O Bernardo começa a rir-se, mas acaba por concordar e discutem todos os pormenores.

O jogo fica marcado para sábado, as famílias comparecem em peso e o Matias e o Edgar apresentam-se como massagista e enfermeiro respectivamente.

É um verdadeiro sucesso, o António fica orgulhoso do filho e a Sofia chora quando a bola lhe bate nas pernas.

Ao fim da tarde, voltam para casa exaustos e o Bernardo até cancela os planos que tinha com uns amigos.

O tempo passa, o Bernardo mostra ser um bom gestor e até concluí uns projectos arriscados.

Na empresa, ninguém fala sobre o novo projecto e o Bernardo confessa-se desapontado.

Para mim, até é bom, diz o Pai, a tua Mãe já tem muito com que se preocupar.

A Aída está na recta final da gravidez, emociona-se por tudo e por nada e o Pai sente-se um pouco perdido.

Se a contrario, desata a chorar, lamenta, comprou roupa para cinco bebés e passa horas ao telefone com a Rita e a Teresa.

Podes passar a noite lá em casa, convida o Bernardo, mas o Pai abana a cabeça, não a vou deixar sozinha! Isto passa!

No fim do mês seguinte, a Aída fica em casa, aproxima-se a data do parto e estão todos muito nervosos.

O Bernardo entra um pouco mais tarde naquela manhã, passaram parte da noite no Hospital, mas foi um falso alarme.

O Dr Meireles pediu para ir ao gabinete dele assim que chegasse, informa a secretária, disse porquê? pergunta o Bernardo.

Não disse, talvez seja por causa do novo projecto, responde e o Bernardo atravessa o corredor e bate à porta do gabinete do Dr Meireles.

Ah, entre, entre, Bernardo, o Dr Meireles respira felicidade, venha dar os parabéns ao Hugo, ele vai chefiar a nova sucursal...

O Bernardo fica estupefacto, sente-se gelado, mas o que é que aconteceu?

Estão a dar o lugar que lhe prometeram ao Hugo, um vaidoso arrogante, porquê? 

Cumprimenta o Hugo com um aperto de mão, este dá-lhe uma palmada nas costas e saí.

O Dr Meireles pede-lhe para sentar, mas o Bernardo está muito confuso e não sabe se quer ouvir.

Como lhe dirá o Major mais tarde, a vida tem estes desvios e temos que aprender a viver com eles.

FIM

1 comentário:

Cidália Ferreira disse...

Muito bem. Mais um conto maravilhoso!! :))
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Perco-me na doçura do teu sorriso
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Beijo e uma excelente noite..