CASO ANTIGO FIM

 

Acho que não, observa o Sargento Bernardes, o Zé do Laço tornou-se informador do Inspector, mas foi um caso pontual e pouco depois, foi morto. Averiguamos o caso e foi essa a conclusão que chegamos. Provavelmente é o caso da nova vitima, uma coincidência serem da mesma família, repete.

O Sargento Meireles suspira, o Director já telefonou a pedir uma actualização e ele teme que o caso seja arquivado.

Mas se não tem provas físicas que confirmem que o Tó do Laço foi efectivamente assassinado, terá que dar o caso como inconclusivo e volta a suspirar.

Esses casos são frustrantes, eu sei, continua o Sargento Bernardes, mas acontecem, e levanta-se, tem um compromisso a que não pode falta.

O Meireles volta lentamente para a sede, o sargento de serviço avisa-o que o Director quer falar com ele.

Relê o dossier, refaz a cronologia, volta a ver as fotos, mas não encontra nenhum elemento novo que lhe permita prosseguir a investigação.

Tal como previsto, o Director pede-lhe para considerar o caso como "inconclusivo" e voltar a atenção e as forças para novos casos.

O Meireles tem bons instintos, diz, esqueça este caso, e dá a reunião como terminada.

O Sargento sente-se derrotado, ainda por cima, a Cristina continua sem lhe responder aos SMS e atender as chamadas.

Tudo porque chegou atrasado, mas se pensar bem no assunto, não foi só isso; contudo, não quer pensar nisso agora.

Tenta novamente ligar, o telemóvel da Cristina parece estar desligado e o Sargento tem vontade de gritar, tão frustrado está.

O dia parece mais longo do que é habitual, fica feliz quando pode apagar as luzes e sair.

O que vai fazer? Ir até ao bar com os colegas? Jantar sozinho em casa? pensa enquanto desce as escadas.

Troca umas banalidades com o sargento de serviço e saí para a rua.

Ao fundo das escadas, está a Cristina e o Meireles sente um sorriso a formar-se nos lábios.

Pelo menos, poderá resolver esta parte da vida...

FIM

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