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A mostrar mensagens de abril, 2026

OS AMANTES PARTE II

  “ Está frio!” diz com um sorriso e para mim “ A ajudar novamente nas férias? ” e o Tio Manuel corta-me a palavra: “ É para não estar tanto tempo na Net e não aprender maluquices!” e o Joaquim ri-se: “ Agora já ninguém faz nada sem os computadores e a Net.  Até estou a instalar no escritório novos computadores, já com o sistema operativo Windows 8.1. “ “ Pois, eu tive que instalar esta maquineta e não quero saber de mais nada! ” contraria o Tio Manuel e eu aproveito para perguntar ao Joaquim: “ Posso ir ao escritório e ver esses computadores.” mas o telemóvel do Joaquim toca nesse momento e pela cara dele, vejo que não fica muito satisfeito com a chamada. Paga, dá as boas noites e sai. “ Viu, Tio Manuel? Quem seria? Ele não ficou nada satisfeito!” digo, excitado e o Tio Manuel dá-me um safanão e diz-me, ameaçador: “ Não tens nada com isso! Não andes a inventar histórias sobre os clientes! Vai para casa! Sem desvios!” acrescenta. Cruzo-me com a Catarina na paragem do 620, mas ...

OS AMANTES

  É certo e sabido que o Joaquim entra às 08h55 no café, pede um café em chávena escaldada e senta-se naquela mesa em frente ao vidro, calado, à espera. E às 08h59, 09h00, com passo apressado e ainda a abotoar o casaco passa a Catarina. Dois minutos depois chega o autocarro, ela entra e o Joaquim levanta-se, paga o café e saí. De segunda a sexta, esta é a rotina do Joaquim e diz-se por aí que está apaixonado pela Catarina, aquela ruiva esbelta e sexy, mulher do Vicente. O que ela viu no Vicente, ninguém sabe, pois este é atarracado, um pouco gordo e calvo. É uma simpatia, verdade seja dita e os empregados, que também frequentam o café, classificam-no como um patrão exigente, mas justo. Mas a pergunta continua a ser: será que a Catarina casou-se com ele por causa do dinheiro? Ou haverá ali uma outra história mais macabra? “ Oh, rapaz, não digas disparates!” Pede-me o Tio Manuel quando me atrevo a contar-lhe as minhas suspeitas à hora de almoço e o café tem pouca gente. “ Ora, tio, e...