CASO ANTIGO II
Chegado à sede, desce até ao arquivo; solicita acesso aos casos antigos do Inspector Leandro.
Todos? estranha o sargento de serviço, sim, afirma o Sargento, quero conhecer o homem, tentar perceber a forma de pensar, pode ajudar-me no caso que tenho em mãos, explica.
O sargento encolhe os ombros, confirma os links de acesso, era um homem muito calado, diz, sabe que deixou dinheiro para abrirem uma fundação para ajudar delinquentes a encontrarem uma carreira?
Não, não sabia, responde Sargento, mas isso é interessante. Agora quero saber mais sobre o homem e sobre essa fundação.
O sargento sorri, ah, e não se esqueça do Zé do Laço, acrescenta, ele é uma peça fundamental para o caso.
Zé do Laço? repete o Meireles, a minha vítima também tem essa alcunha, penso que são parentes, sabe alguma coisa? questiona, mas o colega abana a cabeça e volta a sentar-se.
O Sargento ignora os comentários jocosos sobre a nova indumentária e começa a pesquisa sobre a vitima recente.
Está tão concentrado que nem nota que o Director entra na sala e se senta à frente dele, então, já chegou a alguma conclusão sobre o caso? pergunta e o Sargento sobressalta-se.
Oh, perdão, não o vi, Sr Director, justifica, estou a tentar compreender a ligação entre a minha vitima, Tó do Laço e Zé do Laço. Para já, a única ligação que encontro, continua, é o facto de ambos terem vivido na Travessa do Laço e a alcunha ser devido a esse facto.
Mas a Travessa do Laço não tem ligações a gangues, interrompe o Director, mas suponho que podemos confirmar isso, sugere, fale com a Brigada de Gangues, veja o que eles têm a dizer sobre isso e sobre esse Tó. Mantenha-me ao corrente, recomenda, e se precisar de ajuda, peça a um dos estagiários.
O director levanta-se, o sargento imita-o e acompanha-o até à porta.
Olha para o relógio, já passa das oito da noite, a Cristina já deve estar à espera dele, combinaram ir ao cinema.
Apressa-se a arrumar as notas, desliga o PC e sai apressado.
CONTINUA
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