DIFERENTE FIM

 

A discussão torna-se acesa, a Madalena acaba por pedir silêncio, só me falta o martelo para impor a ordem como nos tribunais, brinca e todos riem.

Um jantar num restaurante próximo é uma boa ideia, atalha o Luís e é uma noite animada.

Quando se despedem no fim do jantar, a Rute já faz parte do grupo e o assunto em discussão continua a ser sobre a Inês de Castro e a Leonor Teles.

Voltam a encontrar-se na quarta-feira seguinte, desta vez tanto o Luís como o Pedro trazem uns amigos que sugerem explorar também os acontecimentos das épocas em que a Inês de Castro e a Leonor Teles viveram.

Há todo um contexto político e social a considerar, atalha o Américo, muitas vezes, era a forma da família ter acesso a privilégios, acrescenta o amigo Heitor.

A Madalena acha que é uma boa ideia, mas alarga um pouco o objectivo do clube e temos que ter a certeza de que é isso que pretendemos, explica e a Cristina concorda.

Impor regras, é isso que estamos a discutir? intervém a Alice, não é bem regras, é definir exactamente o que é pretendido para não divagarmos, observa a Ana.

O Pedro oferece-se para fazer um rascunho com os objectivos, mas fica já esclarecido que o clube só pode ter 12 membros e se alguém sair, o novo membro só entra com a aprovação do grupo, avisa o Américo.

OK, vamos discutir tudo isso na próxima sessão, interrompe a Cristina, sugiro que a próxima reunião seja na minha casa, estamos mais à vontade. Podemos organizar uma pequena ceia, cada um leva qualquer coisa.

Os outros concordam e a Madalena dá a reunião como terminada.

Ao fechar a sala, depois de se despedir dos membros, suspira, espera sinceramente que isto resulte, que ninguém perca o interesse e o clube "morra".

O clube tem dado uma outra perspectiva à vida e sente-se viva.

Volta a suspirar e corre para apanhar o bus... 

Vai resultar, pensa, tem que resultar, repete baixinho.



FIM




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