O meu irmão escuta atentamente tudo o que tenho para dizer e quando termino, respira fundo, acho que deves marcar a tal reunião para acertarem detalhes para a venda. Mas porquê? protesto, gosto da zona, também a paguei, mas o Bernardo abana a cabeça, é melhor para todos, repete. Quando nos despedimos, prometo marcar uma reunião com os advogados e com o Ramiro e ele dá-me o nome de um amigo que trabalha numa imobiliária. Pode ajudar-te a encontrar um T1 em conta na zona que queres, mas eu ainda não sei valores, interrompo, mas o Bernardo insiste em ter todas as opções em aberto. É a primeira vez que vejo o Ramiro em dois meses, cumprimenta-me educadamente, mas mantém uma distância, ainda não compreendi muito bem o que causou a separação. O meu advogado, pois fiz questão que a reunião fosse no escritório dele, convida a sentar-nos, servem-nos café e água. O Ramiro pede licença para falar primeiro e enquanto expõe a visão, percebo que até já tem um comprador em vista para casa. Ente...
Comentários
A sua poesia toca-me sempre, com as palavras, bem cuidadas, a mergulharem no íntimo...
Fico-lhe grato.
Beijo :)
Diante dos olhos do AMOR, existe somente a perfeição... e nada mais!!!
Lindo poema, como é de costume!
Beijos, flores e muitos sorrisos, minha querida!
Depois -- A utilidade das hierarquias é indiscutível -- o corpo, perfeito ou não, mas ele.
Bjs
Gostei imenso deste teu poema, Marta.
Beijinho e boa semana.
Beijito.