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TENTAÇÕES

De ti muito tenho que dizer, mas para quê estragar este dia tão lindo, tão cheio de luz? Aconselham os peritos nesta matéria de corações destroçados, em stress o champanhe e bombons a receita mágica ; tudo fica diferente, especialmente se cairmos realmente em tentação e encararmos isso como uma solução. Mas isso é uma outra história, da qual não quero falar. Vou falar de chocolate, de bombons de chocolates famosos duma confeitaria que faz parte da história do Porto. Estou a falar da Arcádia, ali na Avenida dos Aliados , ponto de encontro para lanches e uns bombons deliciosos, em caixas ou caixinhas (dependendo do peso) brancas e azuis e com um laçarote dourado . Uma série de circunstâncias fez com que fechasse a parte da loja que dava para a Avenida dos Aliados e continuasse a trabalhar numa rua estreita e escura, onde só os conhecedores e apreciadores vão. Num destes centros comerciais, a Arcádia abriu agora uma loja – a Loja do Chocolate. Uma loja muito simples, com um jogo interessa...

ESTAR SÓ

Tenho que reconhecer que te esforçaste, e muito para me tentares convencer a mostrar-te o meu sorriso! Fizeste caretas, fingiste que ias cair e agarraste-te ao meu braço, mas eu apenas te olhei com uma indiferença estudada. Alguma vez tinha que aprender que não posso confiar em ti - em 5 minutos deixo de ser a " tua amiga do peito ", como insistem em dizer os outros no gozo, bem sei, para uma grande "incompetente, que só me lixou a vida"! Como se nunca tivesses cometido um erro! Como se fosses infalível ! Creio que te apercebeste disso, pois murmuraste, entre dentes, como se de grande pecado se tratasse, para mostrares que consideras a minha vida um grande vazio, " Deves ter passado ontem a tarde na FNAC!" Não gostaste nada da minha resposta, pois não? Mas eu vou repetir, as vezes que forem precisas, para que entendas: "Procuramos os sítios onde nos sentimos bem" e eu - pouco importa se entro profundamente no enredo do livro e deixo de existir n...

O CORAÇÃO

O livro da Susanna Tamaro que estou a ler chama-se: “ Vai aonde te leva o coração” O estilo não é inédito; é uma carta aberta, um diário, chamemos-lhe assim. Uma avó que está doente, que sabe que vai morrer e está só! A neta está na América e ela resolve confiar ao papel tudo aquilo que lhe quis dizer e/ou não teve coragem – aqueles segredos de família que se guardam e de que nunca se fala, porque se acha que ainda temos tempo. Mas todos sabemos como o tempo prega partidas e um dia, pode ser tarde demais. Há quem aceite e diga “Porque é que não me disse mais cedo? Sofreu tanto e sozinha!”, há quem corte relações e viva amargurada e há ainda quem ache que isso é passado e não tem lugar no presente . O livro dá uma resposta possível e eu concordo com ela, porque é o que os meus amigos (os meus amigos verdadeiros!) me dizem: “ E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera…….Fica quieta, em silêncio, e o...

GERALMENTE

Geralmente, se tenho tempo, visito os blogs das pessoas que deixam um comentário no meu. Visitei, por isso o da Betty e li com bastante atenção o texto sobre a Susanna Tamaro . O nome desta autora não me era desconhecido e aquilo que estava a ler não correspondia ao perfil, à imagem que tinha dela. E lembrei-me que tinha 2 livros dela, dois livros que dei à minha mãe no Dia da Mãe e que esta não quis ler, porque afirmou “ para desgraças, já bastam as minhas ”. Os livros ficaram por isso na prateleira da estante, a ganhar pó e eu senti-me rejeitada, rejeitando inconscientemente a leitura de um livro, de que até estou a gostar. Talvez porque a tal couraça, de que a própria Susanna Tamaro fala, não é realmente à prova de água e sofreu com o impacto fissuras que é preciso reparar cuidadosamente. Que ainda estão a ser reparadas, que vão continuar a ser reparadas, porque há, haverá sempre alturas em que me sentirei mais vulnerável e deixarei as lágrimas correrem livremente pela cara abaixo...

MAIS UMA VEZ O PORTO

Ao abrir o e-mail, recebi o melhor presente que alguém me poderia dar! Fotografias do Porto, os seus recantos escondidos, o cair da noite numa cidade com uma luz muito própria. Sou suspeita, claro está e não posso mesmo ser imparcial, porque o Porto é, enfim o Porto! Quem é que não gosta de passear no Jardim dos Sentimentos num dia de Sol, ver e sentir o rio invadir-nos as narinas? Ou descer até à Ribeira e sentarmo-nos numa esplanada? Ou, então entrar no barco ali ancorado e fazer o cruzeiro pelas 5 pontes? E, porque não atravessar a Ponte D.Luis a pé, entrar em Gaia pelo tabuleiro inferior, visitar as caves e provar o Vinho do Porto ? Pena o tempo estar chuvoso, porque este fim-de-semana seria ideal para fazer tudo isso! Para esquecer as amarguras da vida e “lavar as vistas” no que temos de mais precioso, de mais agradável e querido! O PORTO!!!!!!!!!

CULPA DA PRIMAVERA

Não sei se a culpa é da Primavera, mas que estamos todos nervosos, estamos! Estamos nitidamente com os nervos à flor da pele e interpretamos mal e agressivamente as palavras que nos dirigem. Pessoalmente, acho que o problema tem a ver com a química – quero, com isto, dizer que a comunicação se torna difícil quando não gostamos muito da pessoa com quem estamos a lidar. Cria uma certa tensão negativa, que muitas vezes não se ultrapassa! Claro está que as pessoas podem dizer que a culpa é da Primavera apenas para disfarçar o facto de estarmos preocupados com a situação precária em que vivemos. Acreditem que não sabermos se amanhã teremos ou não emprego arrasa qualquer um e com o tempo incerto como está, sem qualquer estímulo positivo, a nossa primeira reacção é realmente agredir a outra pessoa. Principalmente se a outra pessoa, sabendo o nosso ponto fraco, “ataca” por aí! O que não é correcto e nada de bom abona em seu favor! Culpa da Primavera ou não – a verdade é que só vamos suspirar d...

GOSTOS

Ouço murmúrios e sei que é de mim que falam, mas nada digo . Apenas aguardo que a onda venha, embata no penhasco e invada imperiosamente a praia, varrendo destroços e deixando apenas espuma . E que eu possa continuar a escrever, tranquilamente, sem nada que interrompa o esboço que faço para o meu texto. Meras anotações, que desenvolverei mais tarde e tenho pena de já aqui não estares para as discutir contigo. Foi uma decisão unilateral e continuo a achar que me devias ter deixado participar, mas, como já afirmei antes, não vou mendigar, não vou pedir-te amor se achas que não mo podes dar da forma como o quero receber. Contudo, não me podes impedir de escrever, aqui no meu bloco a última coisa que me disseste : Que esperavas que eu encontrasse alguém que gostasse de mim e se casasse comigo ! Para quem já tinha sofrido uma desilusão tão grande, como eu, esta frase provou-me que, acima de tudo, pensaste em mim, no meu conforto, na minha realização como pessoa e mulher! Será sempre um daqu...