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VIAGEM

Vontade louca de te acariciar a nuca…………… Esquivas-te ……………já nem te pergunto porquê………… Deixas que, no teu pescoço os meus braços se enrolem…………. contra mim te sinta………….. Nada mais……………………………. Suave, delicadamente, os meus braços tiras, afastas o corpo… A alma, o desejo e partes………….. Numa viagem só tua…………… Querida; neste jogo de emoção, Não quero ser vencido ou vencedor, Desculpe se tu tens a sensação De que distante estou, do nosso amor... Às vezes egoísta, às vezes não O certo é que te tenho sem temor, Numa explosão divina da paixão Eu quero ser de ti, merecedor... Muitas vezes, sozinho, a noite fria, Olhando enamorado para ti, Qual tolo, meu amor, não percebia Que, aos poucos te afastava sem saber... Em todos os meus erros, me perdi. Me dê de novo a chance de viver! CO - AUTOR MARCOS LOURES

ABSURDO

Absurdo.................. manter em segredo o beijo que desejei, visualizei, senti quente nos lábios o dia inteiro.............. Pensar que numa onda me posso transformar…. seguir o voo da gaivota.......... querer que sejas o penhasco, onde em gotinhas e espuma, perdida fiquei……………………. Absurdo… estar deitada na escuridão, a única luz - a dos raios da lua…………. por amuo, impedir que me toques ou me beijes……….. deixar intensificar a ansiedade, o cansaço, o stress que, fervilham....... Na hora em que nada é absurdo ou irreal…………..

PROFUNDAMENTE

Suspiro profundamente............... Involuntariamente, fecho os olhos, Deixo que os lábios se entreabram....... Humedeço-os com a ponta da língua... E aguardo que os teus........ nos meus escrevam o mesmo desejo…………. Os confundam…. Com promessas, que depois, pausada, oh, tão pausadamente cumpridas são…………….. E, no fim……….. Volto a suspirar profundamente...

TEU PERFUME/EU QUERO TEU AMOR

Nas nuvens estamos... Aconchegados... Abraçados......... A gozar o azul onde agora eu me entrego Por completo......... Em silêncio, revelando-me lentamente...... Como se de uma dança do ventre se tratasse Danço.... Para cima de ti, o meu véu atiro....... Indiferente ficas, com o rosto no escuro......... Danço no rasto da luz... Não fujo; procuro-a incessantemente......... A luz.... Sempre a luz............... Não vês o quanto quero tua luz? Não sentes quanto busco te encontrar? A vida se pesara feito cruz; Embalde, tantas vezes, quis buscar Nas nuvens este sonho de te ter A cada novo dia, uma esperança Que se renova em laços do prazer Refletido em teu véu, em tua dança... Eu quero te abraçar neste aconchego Do teu colo macio e tão sereno, Promessa de alegria e de sossego De todo um grande amor, imenso e pleno... Perdido, qual falena busca o lume, Busco, incessantemente, o teu perfume! CO-AUTOR MARCOS LOURES

ENTRE

Não sei se és a minha fantasia......... Ou a cor da minha paixão........ Existes, simplesmente........ Mesmo quando estou só a dançar com a lua... Entre cheiros a jasmim, a flor de laranjeira, a chá verde....... Ninfas, deusas, fadas......... Entre transparências....... Sinónimo de leveza e frescura..... Aí vivem nesse mundo de fragrâncias e essências... Florais, agridoces, intensas, sensuais...... À noite... Acentuam-se...........

SEM RESPOSTA -

Sonhar com as nuvens........ Voar com elas.......fugir da realidade e ultrapassar o horizonte... Caminhar pela água........conquistar o arco-íris........ E, sorrir... Enigmático, doce, suave............ Deixar para trás a ansiedade e apenas sonhar........ Hoje, bem aqui não me sinto e, talvez passeando com as nuvens, a resposta eu encontre........ Estou cansada de, apenas paredes encontrar................. Cercam-me... E, sentir-me presa, encurralada... eu não gosto............. O medo me domina e me tortura, Procuro a solução, mas vou cansado... Elevo-me além, mais ganhando altura Mas cada mais alto, encurralado... Ansiedade volta em cada sonho, Mergulho meus desejos neste mar. Também não vejo nada, o mar medonho, Paredes que não posso navegar... Sorrio, é o que me resta, nada mais... Eu sei que esta resposta já perdi. Não tenho mais meus pés, esqueço o cais, E tudo que pensara, nem aqui... Apenas vou fugindo de mim mesmo, Vagando sempre só, sozinho a esmo... NOTA: O CO - AUTOR DESTE ...

PÁDA (CAMINHO)

Sobrevivemos… Eu e a cidade…………. Ao bombardeamento em massa da chuva… Oblíqua, fria, insistente………… Nada faço……………fico parada…………….. Nem escrever consigo…………………. Apago as luzes, abro os cortinados e..... a persiana não fecho………… Deixo que a chuva dance nos vidros num sapateado exímio…………….. Beije, torture, lapide………………. Como um diamante, transparente, de cor rosada…………… Perfeitos, pacientes continuam os vidros... Como eu, que sentada na escuridão continuo… Inconscientemente, a posição de Buda assumindo………. E à procuro do meu páda (caminho)……………..