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A HORA DAS CRIANÇAS

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O livro que acabei de ler, em Inglês chama-se “The Children’s Hour” e se tivesse que o traduzir, “A Hora das Crianças” é perfeitamente adequado. Podem pensar que é um livro de crianças, escrito a pensar nas crianças e de vez em quando, um adulto deve ler com muita atenção um livro desse género. Para poder comparar com as histórias da sua própria infância e poder pronunciar-se sobre o assunto. Para as poder escolher para os seus filhos e saber despertar-lhe o interesse para a leitura. Como se diz vulgarmente, muita gente fala de “cor” e diz os maiores disparates! Isto será assunto para outro post, porque é sobre o meu livro que eu quero. A vida naquela casa decorre lenta, tranquilamente, com longos passeios pela praia com os cães e à noite, a descoberta da Internet e dos Chat Rooms preenche as horas que guarda para si. Primeiro, Mina tratou da Mãe e agora tem a cargo a irmã, que sofreu um acidente de viação e está numa cadeira de rodas. Pode parecer um desperdício, mas não é! Porquê? Nã...

VAMOS VOAR???

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Sempre a voar em círculos, cada vez mais baixo, a gaivota acaba por “fazer uma aterragem” forçada no jardim. Não fecha as asas, o bico está entreaberto e nos olhos lê-se desespero. Está confusa, está perdida – não sabe para que lado fica o mar e quero desesperadamente gritar-lhe que se sobrevoar aqueles telhados, encontrará o rio. Se seguir o rio, este levá-lo-á até ao mar e aí, encontrará um penhasco alto, onde poderá descansar da sua aventura por esta selva de betão. Mas a gaivota afasta-se, deixa-me sozinha e tudo o que eu lhe queria dizer era que, também aqui nesta selva de betão, nos perdemos, ficamos confusos e desesperamos. Por vezes, não voltamos a “sobrevoar” o mar – ficamos escravos do nosso desespero, da dor e da desilusão. Mas, nem tu nem eu vamos cair nessa armadilha que a vida pode preparar e juntas, vamos sempre sobrevoar o mar, deixar que ele nos restitua as forças e a moral! Vamos????

ALORS

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“ Alors”, tiraste o dia para me “atormentares”? No bom sentido, claro está, porque cada mensagem que recebo faz com que me ria até às lágrimas. Favor não refilar se a minha mensagem estiver em francês, com mistura de inglês; a mensagem fica mais curta e é a minha vingança, já que não posso deitar a língua de fora ou atirar-te uma almofada e atingir num sítio onde te doa. Sou má?? Ah, e o que dizer do cavalheiro que está dias calado, sem nada dizer, mantendo-me à distância! Não compreendo muito bem o porquê de me manteres às vezes à distância, mas aprendi a respeitar essa tua faceta e por isso, não insisto. Um dia, vais explicar tudo isso, mas neste momento, quero saber como é que nos poderíamos encontrar se eu estive no Centro e tu no Sul do País! Imaginação não nos falta e não levarás a mal se eu fantasiar que um de nós vai seduzir o outro, tendo como pano de fundo a Diana Krall a cantar “The Look of Love”. Para completar a cena, podias oferecer-me um ramo de rosas vermelhas !!!!

"NOUVELLE SAISON"

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Com o fim de férias e do Verão, acho que devo terminar a “Saison” como comecei – recomendando o concerto “The Four Seasons” de Vivaldi. Contudo, desta vez recomendo o “Parque dos Poetas”, o anfiteatro que ali há para o ouvir – na hora mágica. Naquela hora em que o sol anuncia graciosamente a sua retirada, como se muito cansado estivesse, depois de nos castigar com temperaturas elevadas e confusões relacionadas com os incêndios. A poesia pode igualmente ser uma forma de música e os poetas que aqui estão, apreciariam à sua maneira a paz que transpira deste concerto. É um ciclo que termina; começa outro, com outras aventuras, novos enganos, tristezas profundas ou risos francos, desenvolvendo uma nova maneira de interpretar a poesia e a música. Seja como for, não me vou deixar envolver pelos Nocturnos de Chopin!

O RIO

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O único barulho que está a perturbar a tranquilidade do rio é o do motor do barco que se prepara para atracar no cais. O vento é frio; faz com que me arrependa de não ter casaco, mas o rio não dá conta do meu desconforto. Continua a deslizar, sem medos, impávido, sereno e não é difícil de imaginar porque é que a cidade nasceu e se desenvolveu a partir daqui. Apesar de estar arrepiada, continuo sentada na esplanada, longe de tudo e de todos: Da zanga familiar que não me diz respeito, mas que lamento! Do “menino mau” que insiste em impor a sua presença, em intrometer-se em assuntos que não lhe dizem respeito e que exige medidas drásticas! Eu só penso no que posso continuar a plantar no meu Jardim – talvez a Amoreira (Prudência), a Macieira (Amor), Fetos (Segurança) e alguns Jacintos (Sabedoria). Sem esquecer, claro está a flor que ilustra o espírito da cidade – a camélia (Nobreza)!

TALVEZ

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Talvez eu esteja realmente a fantasiar as coisas! Talvez espere realmente que as pessoas tenham atitudes dignas! Ou talvez esteja saturada de tudo e de todos e esteja realmente na altura de mudar tudo – recomeçar noutro lugar! Continuar os meus projectos, num espaço mais aberto, mais cultivado, mais livre! Onde encontre pessoas com os mesmos interesses ou outros que me possam cativar, que sejam o complemento dos meus ! Talvez a primeira coisa a arrancar seja a ” hortelã ” – no Jardim dos Sentimentos é sinónimo de “crueldade” e eu conheço-a bem demais! Talvez esteja na altura de eu própria ser cruel! Plantar uma olaia (traição) ou joio (inveja)! Ou talvez não! Porque, se eu não a mereço, os outros também não! O melhor será: talvez esquecer, encarar isto como o fim de um livro (THE END) e como não gostamos do tema, vamos arrumar o livro e deixar que o pó o cubra totalmente!

DE VOLTA AO PORTO

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Deixo a porta encostada e não acendo as luzes. Abro, apenas as janelas para que a brisa entre e me faça companhia. Nas mãos, tenho a máquina fotográfica e rebobino o rolo cuidadosamente. Vagueei por aí, esta tarde a tirar fotografias, a tudo e a nada, sem obedecer a um plano. Apenas sabia que procurava a paz do Jardim dos Sentimentos , para me redescobrir e apaziguar a alma que insistes em perturbar. Há uma estátua no Jardim, a que chamam dor . Primeiro, olhamos para a cara, com os olhos fechados para esconder a expressão de dor que se adivinha pela forma como o corpo se deixa cair contra a parede. Plantaram murta à volta da estátua, a única que existe no Jardim e na pequena placa, que pensei teria uma explicação mais profunda, apenas escreveram " murta " e o nome em latim. Estranho ver a Dor representada; estranho ser a única estátua no Jardim. Ou talvez não! Fiquei a pensar como esculpir a inveja ou a saudade e esqueci-me por completo que tu existias. Sorri e passei a mão c...