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O SENTIR DO VENTO

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Gosto de sentir o vento quando te seduzo. Fechar os olhos e sentir como as mãos - as tuas - falam com as minhas. Entre carícias, - cada vez mais exigentes - Respostas mais intensas, mais urgentes. Não sei como rimam com o vento. Esse vento forte que sopra em nós - separa-nos - e, empurra-nos outra vez para dentro da paixão. 2º Tantas vezes to confessei. Mais uma vez o digo: gosto de te sentir em mim. Sentir os teus lábios a tatuarem-me. Reler-te quando te toco nas minhas mãos Foto de Luna "Este rio onde me quero" (Olhares) Textos protegidos pelo IGAC - Cópias proibidas

OLHARES (variações sobre a mesma palavra)

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Deixa-me falar de olhares. O de sedução, O trocista e o avarento . Ris-te??? Porquê??? Se não me olhas nos olhos, ( repito-me???) Se não me vês com a alma, Como me podes falar sobre a loucura do amor? És avarento e troças de mim, Porque nada queres de mim. Nem mesmo amar-me. 2º Deixa-me falar de olhares. O apaixonado. O ardente. O de sedução . O apaixonado Quando te olhas em mim. O de sedução Quando te descobres em mim O ardente Quando te fundes em mim. Foto de Angelica, "Natural" (Olhares) Textos protegidos pelo IGAC - Cópias proibidas Textos já colocados no WAF

SEM MARGEM (Variações sobre a mesma palavra)

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Há muito que não naufrago no silêncio da tua praia. Ou espalho o meu corpo nas gotas dispersas da tua espuma . Percorro o tempo lentamente. Não defino margens . Olho apenas o silêncio . De vez em quando, sinto as tuas gotas, na tua espuma teimosa, nas mensagens escritas no vaivém das ondas. Depois, deixo de ter tempo e procuro-te nas margens. 2º Não te espero. Procuro-te apenas nas margens . As margens do meu corpo. Gemendo em noite de tempestade, rasgando o meu silêncio, possuindo o meu medo. Procura-me nos meus passos. Nem a tempestade os apaga. Apenas os invade. Foto "Tristeza a la despedida" de Pifa, Olhares.Com Textos protegidos pelo IGAC - Cópias proibidas Textos já colocados no WAF

INTIMISTA

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Dizes que o meu poema é intimista. Talvez seja. Hoje, sinto-me assim. Triste, desanimada. Por fora. Por dentro, à escuta. 2º À escuta ou à espreita? Do momento certo? Do meio dos sons urbanos, quase ensurdecedores, agressivos, filtrar, identificar a tua voz? O meu poema é, mesmo, intimista. Foto de Ciem Dan "Sparkle" Textos protegidos pelo IGAC - Cópias proibidas Texto já colocado no WAF

OUVIDOS DE MERCADOR

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Encontras-me. Apesar dos véus, em que enrolei a minha vida. Apesar de esconder o verdadeiro olhar na sombra de memórias dolorosas. Encontras-me. Apesar de te olhar desconfiada e da pergunta assustada "O que me queres?" que não faço, mas que ouves, com ouvidos de mercador . (Foto : Submissão, Nelson Perez) (Textos protegidos pelo IGAC - Cópias proibidas)

DEDICA-ME

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Dedica-me, o teu tempo. Esse tempo que perdes, a esculpir-me no ar. Para que eu seja perfeita. Vê-me. Quero que me vejas. Assim. Na crueldade da luz. O meu rosto pálido e cansado. As mãos inchadas do calor. (Foto de Haleh Bryan) (Textos protegidos pelo IGAC - Cópias proibidas) (Texto já colocado no WAF)

1000 X 100

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Deixas-me 1000 beijos, que eu multiplico por 100. Não sei quantos dá! Perdi-me. Volto atrás e acrescento mais 100. Mais demorados, mais ternos. Na noite provocante, tornam-se no meu mais secreto segredo. Deixo que o dia seja banal. Apago essa luz que, à noite, também se multiplica por 100. Na palma da mão, com o indicador, soletro um nome. Desço, inclino-me. No pulso, deposito mais 100. (Foto de Makarova Galina) (Textos protegidos pelo IGAC - Cópias proibidas )