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ARANJUEZ CON AMOR

Exóticos... Idílicos... Risos, ritmos quentes, paixões mais carnais, mais fortes..... Escorrendo lentamente como o mel......... Caraíbas, Brasil......... Perdemos a noção dos dias e das horas........ Até do nome nos esquecemos...... Mas... Eu, a Aranjuez quero ir............ Para decifrar, descobrir, entender A razão da canção, que dedicada lhe foi...... Talvez por cidade real ter sido... Possível seja despirmo-nos, revelarmo-nos, reinventarmo-nos............. Na simplicidade do amor, da paixão....... Sem o exótico.... Apenas o erótico.........

TARDAS

- Resposta ao desafio do Pierrot ( www.heartpierrot.blogspot.com ) - Lambo a pata demoradamente........ Tardas em aparecer......... Há dias em que não apareces mesmo..... Nunca o corrimão esteve assim... Com a tinta a descascar, solto... As paredes com manchas de humidade... O chão sujo e lascado..... Lembro-me como assobiavas bem, Como rias alto... Muitas serenatas fazias..... Primeiro à lua, depois à tua mulher E depois à tua filha........... Às vezes, excitado, eu ladrava, numa vã tentativa de participar e tu, rindo, dizias: "Cala-te Faísca, estás a desafinar..." Um dia, a tua filha trouxe esta cadeira desengonçada e tu começaste a passar as tardes, aí sentado... Não falas, não assobias, não ris, nem uma festa me fazes...... Olhas sempre em frente........... E, o teu olhar está sempre vazio......... Nunca mais... Serenatas à lua fizemos........... Ai, como tardas em aparecer.................

SIMPLES

Juntos ao luar** Não, não podemos hoje estar........ O vento e a chuva, Numa coreografia elegante, fatal, concebida, talvez pelo Diabo............ Fascinante, sem dúvida, mas assustadora......... Voltam a disputar a primazia e o brilho da noite............ Hoje, a lua será talvez a luz do candeeiro, que nos vidros da janela se reflecte.... A janela, onde a chuva insiste em cravar o nome em pequenas gotas......... Que o vento arrasta num simples gesto................ Música....... Música no máximo.... Não Mozart, não Beethoven.. Muito menos Chopin........ Schubert........a melodia doce de “Ave Maria”... As lágrimas correm-me pela cara abaixo......... Pouco te importas.........apenas me abraças e continuamos a ouvir...... “Ave Maria” na noite tempestuosa........ P.S.: Título do livro de Nicholas Sparks "Juntos ao luar"

SEMPRE

Sempre charmoso, galanteador, o vento beija-me os lábios..... Desconfiada, olho-o nos olhos... Impossível não ver à minha frente a tristeza espalhada no largo painel de folhas, violadas, humilhadas, trucidadas pelo vendável......... Gentil troça, nos olhos lhe leio...... Como sempre............. Um desafio a enfrentar...... Suspiro e sempre com o vento, Ou, a levantar-me o cabelo para juras de amor eterno ao ouvido me fazer Ou, apenas acariciar a minha face gelada, Me apresso.......... Para na rotina reentrar.......

SÓ ISSO

O saxofone despedaça o ar parado, concentrado………………. Em mil fragmentos…………… Potente, brilhante, o dourado a contrastar fortemente com a escuridão da sala…. E o branco da mão, que com segurança e magia, sons sedutores lhe arranca………. Fecho os olhos, à espera que a estranha voz do vocalista desenhe a letra nos espaços deixados vazios pelo saxofone…………. Como se espera que o temporal novamente a tranquilidade nos arranque………… Estremeço, abraço o meu corpo, conforto quero……… O saxofone continua a marcar o ritmo, aumenta a tensão, a sedução…… Mas, agora, neste momento, nada disso quero.... Apenas um abraço, só isso...... Dás-mo?

BIP

Bip…. O envelope pisca…. Sinal de que um SMS recebi…….. Teu? Ou de alguém que, mal o seu tempo usa? Diz-me o coração que teu é ………. Sinto os músculos, os lábios, os olhos, a dilatarem-se Num sorriso… Que ver, não verás, Mas, presente, nas minhas palavras alegres e despreocupadas em resposta, estará…. Tempo houve em que medo tinha de receber um SMS… Insultos, ofensas….fel misturado na saliva… Carinho, amizade, apoio, compreensão……….. É o que sempre leio e sinto nos teus SMS…. Bip.....em resposta.............

BUZZ

Buzz......o visor ilumina-se, o telemóvel desliza com a vibração e ouve-se uma voz límpida, mas impessoal: "São 06h45. São horas de acordar" Lá fora, a cidade acorda também... Com frio, que , de assalto, a nesga da janela toma e , a entrada no quarto, força........ E reclama posse do meu corpo........... Que se arrepia e recua....... Para um duche quente, demorado e cheio de perfume Que, por sua vez, e num flirt descarado, Sorri para o frio........... No ar loucas declarações de charme .... Buzz...............