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LEANDRO E O NATAL - PARTE III

" Ok, alguém verificou a informação? " pergunta Leandro, abrindo o processo. " Oh, inspector, é Natal. Só tomamos conta da ocorrência; ainda não confirmamos nada." responde o Alcides. "  Pois.... " murmura o inspector " Se alguém tivesse confirmado a informação, saberia que a Travessa do Laço é pouco dada a participar este tipo de ocorrência.... " Alguém bate à porta do gabinete e o sargento de serviço entra sem esperar resposta. " Inspector Leandro, descobrimos um corpo na mala do carro. A equipa quer falar com o inspector antes de o remover."  " Um corpo? " repete Leandro e levanta-se de imediato. O Alcides e o sargento seguem-no, curiosos. Uns minutos depois, olham os três para o corpo de um homem, com cerca de 30 e poucos anos, que a equipa tira com todo o cuidado e coloca em cima de uma maca. A máquina dispara e Leandro aproxima-se. A camisa está rasgada e ensopada de sangue, os braços estão ...

LEANDRO E O NATAL - PARTE II

" O quê??? Um carro entrou pela esquadra dentro??? Quando é que foi isso??? " repete Leandro, mas Alcides está tão perturbado que o inspector não pede mais detalhes. Enfia o casaco, pega nas chaves e desce até à garagem. Meia hora depois, está na esquadra de Benavente e depara com uma cena caricata. A porta, de vidro, está estilhaçada e o carro parou mesmo em frente ao balcão do atendimento. O sargento de serviço não sabe o que pensar, está ali parado sem tomar qualquer atitude e fica aliviado quando vê o inspector. Este aproxima-se do carro e tenta abrir a porta. Mas esta está bloqueada e Leandro olha em volta. Dir-se-ia que a Fada Má passou por ali e transformou os homens em estátuas de gelo. Ninguém fala, ninguém toma a iniciativa. " Então? Alguém chamou a equipa forense? " pergunta o Leandro " O carro não veio parar aqui sozinho... Alcides, toma nota da matricula.... E, sargento, chame a equipa de manutenção, alguém tem que limpar ...

LEANDRO E O NATAL

Este ano, o Inspector Leandro não se importa de passar o Natal sozinho.   Não entende muito bem esta ânsia de querer estar sozinho a meditar, mas está um pouco cansado das pessoas. Talvez porque viu demasiada maldade... e desconfie de tudo e de todos. Por isso, não reage quando lhe dizem que estaria de piquete na Véspera. O pessoal da esquadra vai organizar uma ceia, mas ele prefere ficar em casa, com o telemóvel ligado. Prepara uma ceia agradável, escolhe como música de fundo uma " Lied" de Schubert e senta-se em frente da lareira a beber um gin-tónico. Na esquadra, os rapazes devem já estar um pouco bebidos, pensa... e adormece. Acorda uma hora depois assustado com o telemóvel. " Sim, o que se passa?.... Calma, Alcides, não estou a perceber nada..." pede. CONTINUA

NATAL

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O " Minha Página" vai fazer umas férias.... Vai sonhar com a neve ou partir para um local exótico.... Mas volta na próxima semana....  Com uma nova história.... Se começa pelo fim e acaba no princípio....  Surpresa.... A todos que me acompanham, um FELIZ NATAL.....  A foto é minha... Tirei-a com o telemóvel....

A VILA - FIM

Depois de uns minutos de pânico, a Teresa telefonou para o INEM. Quando este chega, declarou o óbito e, tal como a lei exigia, comunicou o caso à GNR. A morte do José foi tratada como "morte suspeita" e não como homicido como um dos GNR's disse ao Filipe Paixão. Mas a Tia Madalena não quis saber; dizia que a Teresa era a culpada, podia negar as vezes que quisesse, mas era amante do Joaquim e os dois eram cúmplices. O Filipe tentou acalmar os ânimos e chamou-lhe a atenção de que a Teresa estava ausente há mais de um mês e o Joaquim tinha-lhe pedido ajuda para vender o negócio. O Joaquim e a Renata Sofia tinham decidido que estava na hora de viverem juntos e optaram por comprar uma casa numa vila mais próxima da cidade. Daí, o Joaquim ter contactado o Filipe para o ajudar na transferência do negócio e na venda da oficina. " Ah, ah... Acredita nisso, Sr Paixão? "  riu-se a Tia Madalena " Ela nunca me enganou... Aquela sonsa, com a mania...

A VILA - PARTE VII

" Temos mesmo que falar!" decidiu a Teresa " Falar sem intermediários... Nada de Padre António, Filipe ou Tia Madalena." Por isso, foi no último autocarro; o José não lhe negaria guarida por uma noite e discutiriam tudo o que havia para discutir. A mercearia já estava fechada quando chegou, mas também já passava das dezanove horas e não ficou surpreendida. O que a surpreendeu foi a porta da casa não estar fechada à chave e não haver luzes. Tocou, mas como o José não atendeu, resolveu entrar com a chave. Felizmente, o José não tinha mudado a fechadura. Subiu as escadas, não havia luzes na sala nem a televisão estava ligada.  " Que estranho!" pensou " Se calhar, mudou de hábitos e vê as notícias mais tarde!"  Como havia luzes na cozinha, foi até lá. " Olá, Jos... " mas a saudação morreu, pois o marido estava caído no chão e saía sangue de um ferimento na cabeça. " AI..." o grito espalhou-se ...

A VILA - PARTE VI

Na loja/galeria confirmaram que sim, vendiam à consignação os bonequinhos da Teresa. Infelizmente, não podiam dar o contacto dela, porque, há cerca de uma semana, dez dias, a Teresa tinha retirado os bonequinhos da galeria e cancelado o contrato. Ferida com a hesitação do Gonçalo, a Teresa ponderou os prós e contras da situação e resolveu alugar um pequeno estúdio numa outra zona da cidade. Perto do estúdio, havia uma loja de artesanato que se mostrou interessada na colecção que apresentou e a Teresa não hesitou. Arregaçou as mangas e começou a preparar uma nova colecção. Sabia que tinha que resolver a situação com o José, mas estava relutante em voltar à vila. O José continuava desanimado e, se não fosse o Padre António a dizer-lhe que estava a ser egoísta e não podia pensar só nele, a mercearia continuaria fechada. Por isso, o José lá abria a loja, controlava as vendas, as entregas do fornecedores, mas pouco mais fazia. Até ao café deixou de ir; ficava e...