quarta-feira, 29 de outubro de 2014

CONTOS DE PRAZER - 2ª PARTE


2ª PARTE

O PROVOCADOR

Adoro provocar-te...
Ver como a tua boca se entreabre, antecipando um prazer que te vou negar.
Por enquanto...
Quero contornar os teus lábios, acenar-te com o cheiro e fazer-te salivar.
Só depois é que te deixo mordiscar-me e sinto como a tua língua fica enfeitiçada.
Esmago-me completamente contra os teus dentes, derrama-se o recheio que desliza lentamente pela garganta e o teu corpo explode.
É uma onda gigante, uma sensação de calor brutal que te queima e que és incapaz de descrever.
Não resistes; fechas os olhos, emites sons de prazer, um prazer profundo, enraizado e que perdurará em ti por tempos infinitos.
O que interessa a chuva irritante a bater nos vidros?
Ou a discussão que não leva a nada no quarto ao lado?
Ou mesmo o livro que apertas contra o peito como um tesouro, um talismã?
A tua vida é este momento em que continuo a entranhar-me na tua corrente sanguínea numa aventura impossível.
Depois? ...
Sinceramente, não quero saber o que acontecerá depois.
Se vais continuar a ler, interromper a discussão e acalmar os protagonistas ou escolher um outro chocolate para esqueceres....pouco me importa.
Sei que o prazer que te dei foi e continuará a ser único.








domingo, 26 de outubro de 2014

DESENCONTROS - O DIÁRIO DELA


Dia 0

"Escreve" dizem-me...
Como se pudesse descarregar no papel toda a dor que ressoa na minha alma...
Como se este diário fosse um romance de cordel, escrito pela heroína sofrida, com um final feliz.

Dia 1

Tentei escrever...
Mas tudo falhou e por isso, tentei escrever sobre a chuva.
Porque está uma noite de chuva e estou sozinha.
Num palco, onde só existo eu, a luz do candeeiro e chuva...

Dia 2

Chuva...
Chamei-lhe, uma vez, impiedosa; noutra, agradeci-lhe por ter ocultado as minhas lágrimas.
Hoje não sei o que lhe chamaria ou o que lhe agradeceria.
Estou cansada e doente e nem de ti quero falar.
Por isso, hoje vou fechar a luz mais cedo e, se a chuva resmungar, deixa.

Dia 3

O pior de tudo é a angústia que fica, o que não consigo explicar...
Porque não sei porque partiste...
Sei que te desejei intensamente; amei-te loucamente e continuo louca, porque tenho saudades de ti...
Ontem, porque hoje tenho que fazer qualquer coisa...
Qualquer coisa diferente, que mude o tempo e a vida.
O quê, ainda não sei.

Excerto do meu conto/história de amor publicado na colectânea "Beijos de Bicos" da Editora "Pastelaria Studios"


terça-feira, 21 de outubro de 2014

LUST



Sentei-me confortavelmente...
Comprei uma resma de papel, imprimi a minha pesquisa sobre os pecados mortais e abri o Word...
" Escrevo sobre a gula? Ou sobre a luxúria?" pensei " O chocolate podia ser a personagem principal" e, durante uns minutos, escrevi palavras associadas com chocolate e gula.
" Não, é capaz de ser banal demais. Prefiro a luxúria." e, segura de mim, apaguei o que tinha escrito e recomecei.
Em negrito, o título "LUST" e tomei nota mentalmente de que, algures no conto, teria que explicar o porquê da palavra em inglês.

"Lust...
A luxúria... O pecado da carne...
O pecado de sentira sensualidade à flor da pele...
O meu corpo em pecado...."

Mas continuei a martelar nas teclas, sem pensar no encadear das palavras, das frases, preocupada apenas em deixar fluir a ideia.
Falei sobre o cheiro na pele, comparei o prazer a um rio em tormenta.
Questionei a importância do pecado, se estava a falar em amor... A luxúria no amor...

Excerto do meu conto "LUST" sobre os 7 Pecados Mortais publicado na Colectânea com o mesmo nome da Editora Pastelaria Studios.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

SOM EM MIM


Percorro a noite
à tua procura...
Falo-te
por entre a chuva,
ansiosa pelo som
da tua voz em mim...
Depois...
Desiludo-me contigo
e com o tempo...

TELA DE VICTOR NIZOVTSEV

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

SOPHIA



Esta é a história de uma gata felpuda...
O nome é Sophia, com “ph”, por ser francesa e aristocrata. Não é aventureira e desdenha o jardim, preferindo a suavidade dos tapetes. Até que um dia, confusa com a multidão que invade a casa, os choros e os lamentos, foge para a cave e ali fica.
Nunca lá esteve; é um local escuro e com um cheiro estranho, mas sente-se segura. Não entende a comoção, não sabe ainda que o dono morreu e está sozinha. Enrosca-se em cima de uma velha manta e adormece.
Quando acorda e se aventura até lá cima, estranha o silêncio. Mia, percorre as salas vazias, à procura de comida e do dono. Mas há qualquer coisa que mudou, Sophia sente-o e entra em pânico.
Volta a percorrer a casa, à procura de uma janela, uma porta aberta para fugir para o jardim, também ele já diferente, cheio de folhas secas e relva pisada.
O que se passa? Repete Sophia incessantemente. Onde está o seu amado dono? E se saiu, porque é que não lhe deixou leite na tigela com o nome dela gravado?
Sente uma porta a abrir-se, uma chave a ser pousada na mesa e precipita-se ao encontro de quem chega. Mas a desilusão é imensa; não é o dono, é a filha do dono, vestida de preto e com os olhos vermelhos. Sophia estaca e olha-a, desconsolada. A senhora sorri e baixa-se para a afagar.

Excerto do conto escrito e publicada no Colectânea "Patas, Pelos e Penas" da Editora Pastelaria Studios

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

CONTOS DE PRAZER - 1ª PARTE


O SEDUTOR

Relaxo com uma chávena de café na mão.
Deixo que esse cheiro agridoce me domine e fujo da manhã cinzenta, da chuva aborrecida, do vento frio.
Não sei se estou no Brasil ou no Taiti; estou onde o sonho me leva e tudo é diferente.
Até o ritmo, o sorriso e, sobretudo, o desejo.
Esse desejo incontrolável que aprisiona os sentidos e torna a vida banal.
Apressada e insignificante! Ou talvez seja eu quem é insignificante! Não sei...
Neste momento, não penso em nada. Saboreio o café com todo o tempo do Mundo.
Sei que tenho que voltar, entrar novamente naquele escritório desarrumado e sorrir serenamente.
Como se fosse surda, imune ao veneno escondido em cada uma das palavras que ali se pronuncia.
Não conheço tais palavras; as minhas podem soar banais e frouxas, mas, pelo menos, fui eu quem as escolheu e lhes deu tempo e espaço.
Não o café; deixo que seja ele a seduzir-me, a consolar-me e até os meus segredos já lhe confessei.
Tenho pena de deixar o café barulhento, o calor humano.
Mas o sabor está ainda tatuado na boca; o cheiro entranhado nas narinas e o sonho do País quente ainda não se desvaneceu.
Perfuma-me o dia; liberta-me da mesquinhez e escrevo na mente histórias mirabolantes.
Sorrio misteriosamente; estarei louca por ler tudo isto numa chávena de café que os outros bebem para acordar?
Se estou, viva a loucura! Ainda bem que sou louco e que poucos me entendem...
Nunca serão felizes por completo, porque quem desconhece a arte de sedução, não a vê, não a sente numa simples chávena de café...está perdido!


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

VIAGEM

Viajo algures.
Por entre as cores do arco-íris quando tocam as ondas do mar. Ou desafiam a brisa.
Ou quando me provocam e abrem as portas ao infinito. Sem que haja um dia marcado para voltar. Porque não quero voltar; quero libertar-me do hoje...
Viajo em sonhos.
Invento Mundos; desenho-os em cores exóticas. Nas minhas cores exóticas e loucas, porque falam de luminosidade, de alma. Essa alma que sonha em mim e me dita as palavras.
Viajo em mim.
Sem limites. Sem dor. Apenas com o olhar. Ou o riso que se revela franco, cristalino como nunca o ouvi. E porque tanto anseio...
Viajo, simplesmente viajo.
Não para outro País, outro Continente. Descubro-me; penso-me sem nós que me atem, controlem.
Porque o Mundo assim escreve e eu obedeço. Sem que seja feliz...
Viajo, livre.
Posso estender a mão e apreciar a brisa, sem que me achem louca. E se for, gozo esse momento de loucura por completo...
Continuo a viajar
Mesmo quando a viagem física acaba. Viajo sem rumo, exploro o prazer de momentos perfeitos.
De páginas em branco... Que preencho devagar... A qualquer hora, com a palavra mais simples...
Poderia descrever a minha viagem à Irlanda.... Falar sobre a razão de lhe chamarem a “Ilha Esmeralda”, sobre a simpatia do povo.
Mas não diria nada de novo... Seria apenas uma descrição e viajar é muito mais do que isso.
É o que fica guardado na memória, é o impacto, é aquele sorriso que não se repetirá...
O sorriso com que escrevo agora... Porque me lembro de como fui feliz naquela semana, com aquelas pessoas, naquele País verde e molhado.
Mas é apenas um capítulo num história que ainda não tem fim.
Porque ainda estou aqui e a próxima viagem será sempre a mais importante, o fim de tudo...
Mas se acreditar que é o fim, não estarei a assinar uma sentença de morte?
Por isso vou continuar a viajar no labirinto da minha Mente.


RESPOSTA AO DESAFIO/TEMA PROPOSTO PELA EDITORA PASTELARIA STUDIOS E PUBLICADO NA COLECTÂNEA “AQUELA VIAGEM”

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

APAIXONADAMENTE


Meu amor,
Não sei se isto é uma carta de amor.
Aquela que nunca escrevi, porque te amei apaixonadamente.
Tão forte que até doía só de pensar em ti.
Hoje escrevo-a para me lembrar de ti.
Agora que te despediste de mim e de tudo o que fizemos juntos.
Acordo vazia; arrasto o corpo e os pés pelo tempo e penso sempre que estás no jardim e, a qualquer momento, vais entrar para beber um café.
Continuo a fazer os teus queques preferidos que ofereço ao rapaz que trata agora do jardim.
Às vezes, ele sugere plantar coisas diferentes, mas eu não deixo.
Ele abana a cabeça; deve pensar que estou maluca, senil, mas tu querias o jardim assim e se o mudasse agora, perdia-te.
A sala também está igual. Nem arrumei na estante o livro que estavas a ler e sei bem que não o vou ler.
Como poderia? Ouviria sempre a tua voz a explicar-me os detalhes mais interessantes do enredo...
Mas a loucura maior talvez tenha sido deixar o cão apropriar-se da tua poltrona. Não tenho coragem de o enxotar; sentimos muito a tua falta...
Não era isto o que queria dizer... Queria falar-te de amor, de sentidos à flor da pele. De desejo a jorrar no corpo...
Nunca precisamos de palavras para dizer como éramos importantes um para o outro. Sabíamos pelo olhar, pelo toque, pelo beijo.
Por isso, amor, não posso escrever uma carta de amor, porque sei que sabes, não podes ter esquecido, que te amei e te continuarei a amar...
Apaixonadamente, amor.
E nunca te vou dizer adeus... exactamente por isso.


Luz

Resposta a um passatempo da Editora Pastelaria Studios 
(publicado no blog da editora)

sábado, 20 de setembro de 2014

SORRISO "EXCERTO DO MEU CONTO SOBRE CAFÉ E CHOCOLATE"


Breve introdução:
O desafio era escrever sobre Café e Chocolate.  Escrevi sobre alguém que:

"
Ok, até posso ser viciada em chocolate e café.
Até posso ter peso a mais e evitar olhar para o espelho para não me assustar com a silhueta.
Mas tens que concordar que a minha vida não é fácil e se bem que saiba que este não é o caminho correcto – comer para esquecer – o teu não é muito melhor.
Enquanto berras e dizes as maiores barbaridades, eu bebo um café. Cheiro-o, sorvo-o enquanto escuto as histórias dos outros. Há os faladores, sempre a contarem histórias inacreditáveis; outros são mais discretos, não se confessam, mas ouvem avidamente.
Naquele café, somos uma família e sentimos a falta uns dos outros. Porque a pausa para o café é sagrada – o mundo para, desaparece e a nossa vida é apenas nossa.
Mas como te vou convencer disso? Que tudo é possível e que eu sou a protagonista numa história em que decido o final. Poderá não ser o teu final, talvez não seja o meu, mas evado-me da agressividade que dizes não ter.
É mais fácil trincar um bombom e deixar que se derreta lentamente do que discutir contigo e perder a razão.
Misturo os sabores do café e do chocolate num bolo de prazer, numa aventura que ninguém compreende.
Porque acham que é um deperdício de sabores, de aromas. Mas é exactamente por causa dos sabores, dos aromas que tudo se torna mais intenso.
A minha cara parece uma lua cheia. Mas eu gosto de observar a Lua enquanto como um chocolate de leite.

De me enrolar numa manta, com um bom livro na mão e beber uma grande chávena de café com leite.
"
Nota: Este Conto está publicado na Colectânea Café & Chocolate (Pastelaria Studios)

sábado, 13 de setembro de 2014

"ANTÓNIO SEDUZIDO" (EXCERTO DO MEU CONTO SOBRE SEDUÇÃO)


Breve Introdução:

Um desafio na aula de Português: seduzir e como seduzir. Escrever um poema que seduza o leitor.
António está pouco à vontade com o tema, pois "escrever , “com floreados” como diz, não é realmente a sua área". Mas eis que....



"O poema é curto, simples e cheio de musicalidade. É isso que intriga o António e que faz com que o volte a ler. Pausadamente, saboreando cada uma das estrofes.
Fala de amor? Amor escondido no nevoeiro? Estará o autor a falar de um amor proibido, contrariado? Proibido por quem? E porquê?
António folheia o livro, procura um outro poema que responda às questões deste.
Mas os outros poemas apenas falam de memórias de outros dias. Alguns estão carregados de uma tal dor que até o magoam.
É um poeta triste, esconde a angústia no mar, confessa-se à Lua, encontra conforto nas sombras.
Está preso a um passado que não consegue esquecer e de que fala em palavras simples, humanas.
António procura outros livros do poeta; quer ler outros poemas, saber como ele fala da sedução.
O poema não fala em sedução, mas António apaixona-se.
Deixa que essas palavras tão simples, tão humanas, o seduzam, lhe inflamem os sentidos.
Fica confuso; a mente, sempre prática, analítica, não compreende as emoções que a percorrem.
António sente-se como se tivesse perdido o controlo sobre a vida, sobre todos os planos perfeitos que delineou e pergunta-se se não estará louco.
Lembra-se do que a professora disse na aula “..seduzir o corpo e a alma.” e compreende que seduzir é ver para além do horizonte, descobrir na banalidade das coisas a cor.
No poema que escreve, António confessa-se.
Como sempre desdenhou as palavras, nunca confiou nelas...
Nunca lhes deu voz, confundiu-as...Tornou-as secas, agrestes; não lhes abriu a alma...
E, agora?
Atravessa a linha do horizonte…
Calmamente…
Abrindo a porta ao mistério e reinventando-se.
Por entre as memórias da Lua e a lucidez do Mar.
"

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

LUA DE MARFIM



É com prazer que informo que participo 
nesta nova Colectânea 
organizada pela editora Lua de Marfim.

Caso desejem adquirir um exemplar,
podem contactar directamente
a editora para o e-mail:
antologias.luademarfim@gmail.com

 A Colectânea anterior, 
na qual também participei,
chama-se "Cartas"




domingo, 18 de agosto de 2013

ESTA NOITE





Esta noite,

        quero perder-me na tua voz

           libertar nela o prazer do meu corpo

              acolher-te em mim....

Esta noite,

        quero sentir o beijo das tuas palavras

             na minha pele,

                espreguiçar-me no teu desejo....

                           Intensamente...

                               Esta noite.....




 Tela de Omar Ortiz

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

AVISO








POR UNS TEMPOS, NÃO VOU ESCREVER NESTE BLOG...

NÃO VOU DESISTIR DE ESCREVER...

VOU APENAS EXPLORAR OUTROS CAMINHOS,


OUTRAS FORMAS DE CONTAR HISTÓRIAS.

VISITEM-ME,

FAÇAM-ME COMPANHIA NO MEU OUTRO BLOG, 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

ADOLESCENTE




Se fosse fácil,
      dir-te-ia
          o que guardo em mim...

Como encontro
       o teu calor
          o teu sabor e cheiro
                onde quer que vá...

Sou novamente adolescente

      Tenho um segredo

         És tu o meu segredo
             e sinto-me 
                 como se só agora tivesse descoberto
                          a paixão.....



TELA DE HÉLÉNE BOLAND “MOMENT DE FÉLICITÉ”


ESTE BLOG VAI FICAR INACTIVO POR UNS TEMPOS...
MAS VOU CONTINUAR A ESCREVER 
E ESPERO TER A VOSSA COMPANHIA NO MEU OUTRO BLOG, 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O FIM E O PRINCÍPIO




Como posso
            começar pelo fim
se desconheço o princípio?
            Não sei
se foi o olhar
            o toque discreto da mão
ou o beijo inesperado
            e docemente lento,
                    o que me seduziu em ti...

                         Aconteceu....


TELA DE ALEXANDER SIGOV

sábado, 26 de janeiro de 2013

DEDICATÓRIA





Dedico-te
           todas as palavras
dos poemas que escrevo

Arrisco-me,
         atrevo-me,
amo-te
         em cada frase,
em cada sorriso....

Sem que tenha dito tudo....
           Nunca te poderei dizer tudo
Porque só sei como te amar....




Tela de “Open Art Group”




quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

INQUIETAS




Esquecida está a noite,
        só tu e eu, amor,
no abraço da lua,
  no leito do desejo....
Esse desejo
               com que negamos

o frio da chuva
       insistente, 
              maldosa 
                    ou invejosa
           das nossas mãos inquietas......






Foto de Scott Sawyer “Hand Ripple”

sábado, 19 de janeiro de 2013

PREGUIÇOSA




    Estou preguiçosa,
                  amor
    e deixo que seja a noite
                   a sedutora
    Te traga até mim
                   e te envolva no meu cheiro
    Eu conheço o teu....
                   Vive já na minha memória
    E, sem que eu saiba porquê ou como,
                             espalha-se, insinuante,
                           pelo meu corpo....




Tela da Página do “Open Art Group”

domingo, 13 de janeiro de 2013

SONHOS





Esta noite,
           deixa-me sonhar...
Fechar os olhos
           e pensar que voo...

Esta noite,
          sonho contigo
Sigo-te
         Revelo-me ao teu desejo
e de manhã....
        Vejo-me como tu me vês....

Imagem: Arte Digital "Lost in a Day Dream" de Gun Legler

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

SENSAÇÕES




Não tenho
         palavras
(ardentes, 
                intensas)
         para te dizer
como anseio pelo toque suave
         das tuas mãos
no meu corpo....
         Como sinto os teus dedos
esguios no meu pulso...
          Ou como a tua voz
baixa e rouca
           ressoa em mim...






II
Gosto
         de palavras com luz
De memórias da noite
         De uma última carícia
escrita na pele suada...
        Gosto
de o sentir
       E, de o sentir,
             intenso,
             poderoso
             em ti...




TELA BY “SEVIM YIMZ ART"